Educação corporativa visão de futuro ou presente?
Leandro Garcia
A preocupação com a atualização do conhecimento das equipes frente ao mercado globalizado, faz com que as empresas busquem cada vez mais ferramentas e estímulos para ampliar o conhecimento, agilizar o processo de aprendizagem, convergir a cultura dos funcionários com a da empresa e tudo isso com redução de custos.
Segundo a AEC (Associação Brasileira de Educação Corporativa) Educação Corporativa é toda e qualquer ação intencional de capacitação de empregados de determinada empresa/ organização/ corporação. A denominação “educação corporativa” é mais recente denotando a evolução da atividade de “treinamento” ou T& D – Treinamento & Desenvolvimento, que a antecede. A rigor, tanto uma como outra, podem assinalar a mesma coisa ou mesma atividade ou área organizacional.
A primeira experiência de implantação registrada foi a Academia Accor em 1992, na sequência foram divulgadas a Universidade Martins do Varejo (1994), a Universidade Brahma (1995), a Universidade do Hambúrguer do McDonald’s (1997), a Visa Training criado em 1997 que originou a Universidade Visa lançada oficialmente em 2001, em 1998: Universidade Algar, Alcatel University e o Siemens Management Learning e em 99 a Boston School do Bank Boston e a Universidade Datasul.
Atualmente estima-se que mais de 300 organizações brasileiras ou multinacionais, tanto na esfera pública quanto privada, já implantaram e estão operando seus Sistemas de Educação Corporativa.
O termo Educação Corporativa, ou sistema de educação corporativa, ou ainda Universidade Corporativa, ganhou essa denominação quando essa ação nas organizações passou a ter um sentido próprio dentro das estratégias de negócio especialmente para que a força – de – trabalho pudesse responder o mais rapidamente possível as grandes mudanças nas configurações organizacionais com as fusões, aquisições, downsizing, spin off e outras; nas redefinições de posições no mercado; nas ênfases pela agilidade, resultados e competitividade numa sociedade regida pela velocidade de produção e disseminação do conhecimento.
Essa conotação de “educação estratégica” muda toda a sua razão de ser, atenção e investimento das empresas. A sobrevivência da organização que para o trabalhador tem o impulso e impacto. Só que para esse último no sentido da “empregabilidade”. Compartilham empresa e empregado do mesmo objetivo: crescer através da melhoria contínua do perfil e do desempenho. Valendo tanto para a empresa quanto o trabalhador.
Esta equação bem trabalhada proporciona resultados sustentáveis a médio e longo prazo, porém a sua estruturação, bem como a mudança de cultura da organização em pró de uma contínua busca da atualização vai muito além do treinamento, a sua eficácia esta atrelada ao engajamento de toda a corporação e a visão de futuro, juntamente com a aproximação dos profissionais e Universidades proporcionam um diferencial competitivo além da busca pela retenção de talentos e redução de turnover.
Leandro Moreno Garcia é MBA pela Fundação Getúlio Vargas, Pós-graduado em Gestão Estratégica de Negócios pela ESPM, Graduado em Administração de Empresas. Possui especializações em Planejamento Estratégico, Negociação, Balanced Scorecard, Projetos e Business Inteligence-BI. Atualmente está cursando o Mestrado em Administração de Empresas na UNIMEP. Sua experiência nacional e internacional somam  mais de 24 anos, sendo mais de 16 anos na Coordenação e Gestão na Goodyear do Brasil. Colunista semanal do site panorama de negócios, Empresário, Docente em diversas disciplinas de MBA, Pós Graduação e Extensão na FGV além de outras universidades com renome nacional e internacional. Ganhador do Prêmio Top 10, Professores de Pós Graduação IBE/FGV 2012 em junho 13, Prêmio Learning & Performance Brasil 2013/2014 em Junho 13, Segundo ano consecutivo Prêmio Excelência e Qualidade Brasil 2013 e 2014 BRASLIDER (Associação Brasileira de Liderança).
Fonte: Panorama de Negócios
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