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Como a educação corporativa pode impulsionar o crescimento das empresas, mesmo em tempos de crise

Fonte: Sofia Esteves

Muitas empresas já perceberam que investir no desenvolvimento de seus profissionais, mesmo em um período de orçamentos apertados, é uma estratégia poderosa para fortalecer as lideranças e as equipes. No último ano, a despeito das expectativas de mercado menos aquecido, a área de Desenvolvimento & Carreira da DMRH (empresa da qual faço parte) trabalhou bastante. E este ano, se considerarmos o ritmo do primeiro trimestre, deve ser ainda mais agitado.

A maior parte dos nossos clientes estão investindo, principalmente, em preparar as suas lideranças, torna-los muito mais do que chefes, mas líderes capazes de gerir pessoas e apoiá-las em seu desenvolvimento. Isso porque esse é um dos caminhos para se criar equipes de alto desempenho. E equipes de alto desempenho fazem a empresa inovar, encontrar novos mercados e crescer.

Você pode estar pensando que são só as grandes empresas que têm condições de investir na educação de seus profissionais. Essas organizações têm, sim, mais recursos financeiros que uma média ou pequena empresa. Mas a pesquisa “Educação Corporativa no Brasil”, realizada pela Deloitte e divulgada em março do ano passado, mostra que 15,5% das empresas de pequeno porte que participaram do levantamento já possuem Universidade Corporativa e 31% delas têm uma equipe dedicada ao sistema de educação corporativa.

A Universidade Corporativa (UC) é uma iniciativa de educação de longo prazo. De acordo com essa mesma pesquisa, 3 anos é a média de tempo de amadurecimento de uma UC, desde a sua implantação.

Independentemente do porte da empresa, o que se vê nesse levantamento é que, de modo geral, ainda se investe pouco em educação corporativa, menos de 1% do faturamento. Das empresas participantes – pequenas, com faturamento anual de até R$ 250 milhões; médias, de até 1 bilhão; e grandes, com mais de R$ 1 bilhão –, 63% responderam à questão sobre o quanto investem em educação em relação ao seu faturamento. As respostas desse grupo indicaram uma média de investimento equivalente a 0,47% do faturamento anual.

As que investem mais, proporcionalmente à sua receita, não são as grandes, são as médias empresas: 0,72% do seu faturamento. Provavelmente isso acontece porque se percebe que esse investimento pode impulsionar a empresa a atingir um outro patamar, dar a base que precisa para continuar a crescer.

Há algumas estratégias para driblar a falta de recursos para investir mais em educação corporativa. Preparar as lideranças mais sêniores para serem mentores dos líderes mais juniores é uma delas. Preparar todas as lideranças para serem líderes “coach”, ou seja, torna-los capazes de identificar as necessidades de aperfeiçoamento das pessoas de sua equipe e apoia-las em seu desenvolvimento, orientando-as sobre como buscar o conhecimento de que precisam e apontando para o RH essas necessidades.

A tecnologia também é uma grande aliada da educação corporativa, especialmente em relação aos treinamentos técnicos. A educação a distância, que hoje pode chegar às mãos dos colaboradores pelo celular – o mobile learning –, muitas vezes em formato de vídeo, é uma tendência e tem um custo menor do que os tradicionais treinamentos em sala de aula. Além disso, podem facilitar a vida dos profissionais, que tem a opção de assistir às aulas em qualquer lugar e no momento que for mais oportuno para eles.

O quanto, efetivamente, investir mais na preparação de seus colaboradores pode impulsionar o crescimento da empresa e a superação do atual cenário econômico não sabemos exatamente. Ainda não temos esses números. Sabe-se, no entanto, que as organizações com melhor desempenho no mercado investem na educação de seus profissionais, não apenas porque dá a base que precisam para desempenhar melhor a sua função, mas também porque contribui para reter os talentos. Faz com que se sintam valorizados e motivados a aplicar os conhecimentos que adquiriram no seu dia a dia de trabalho.

Se, como eu, você também quer saber mais sobre o impacto do investimento em educação corporativa nos negócios das empresas, os caminhos que as empresas têm encontrado para avançar nesse sentido e as tendências nessa área, vale a pena dedicar alguns minutos para responder o questionário (clique aqui para acessá-lo) da nova edição desse levantamento da Deloitte que citei. Acredito que isso pode ajudá-lo, ainda, a ter uma visão mais clara de como anda a educação na sua empresa e dar insights de como aperfeiçoa-la.

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