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AS DIFICULDADES QUE SÓ AS MULHERES TÊM AO FAZER NETWORKING

 
A maior participação feminina em eventos corporativos que envolvam negócios e network ainda é um desafio. Seja executiva ou profissional, em início de carreira ou prata da casa, independente do estágio em que se encontra sua carreira, no mundo corporativo você está cercada de gente, colegas de trabalho, fornecedores, clientes ou parceiros. É praticamente impossível estar hoje nestes ambientes sem a necessidade de se relacionar com outras pessoas, mas ainda somos minoria. Vencer o constrangimento de ser minoria não é fácil, mas pode ser extremamente positivo e pode ser a grande oportunidade que esperava para mudar ou ascender na carreira, especialmente se você pretende mudar de emprego ou conquistar uma nova posição dentro da sua empresa. É fácil para a mulher investir em networking? Não, não é. Mas é estratégico e é preciso!

Segundo pesquisa da consultoria Lee Hecht Harrison, feita nos Estados Unidos no ano passado, 63% dos profissionais conseguem mudar de emprego por causa da indicação de um conhecido. Mas outra pesquisa faz um alerta para nós, mulheres: segundo o GEM (Global Entrepreneurship Monitor), a mulher brasileira é uma das que menos faz networking. E está na hora de mudarmos essa realidade.

A mulher por natureza é muito comunicativa, mas quando o assunto é negócio ainda há uma barreira a ser superada. Mesmo quando está em maioria, a mulher tem certa dificuldade e receio de tomar a iniciativa  para se relacionar com seus prospects.

Há uma dificuldade natural em disponibilizar agenda para eventos de network onde o fator tempo impacta nas suas prioridades, primeiro porque exerce múltiplos papeis, executiva, mãe, mulher e a maior parte das responsabilidades com os cuidados com os filhos e com afazeres domésticos, desta forma a falta de tempo não lhes dá as mesmas condições que os homens para realizar o networking.

Apesar do crescimento do índice de mulheres no mundo do trabalho, o ambiente executivo ainda é muito dominado por homens, com regras do jogo muito masculinas, onde a cultura ainda estabelece que existem coisas de menino e de menina, que se estendem até a vida adulta. Não é por menos que muitas se sintam constrangidas com a situação.

Nesse ponto, o segredo é usar a adversidade a seu favor. A situação pode te dar mais segurança inclusive para enfrentar outros ambientes. As executivas brasileiras devem criar sua própria maneira de fazer networking,  para reforçar as relações de negócios, e passar a usar de forma consciente e estruturada sua rede de relacionamento  para que possam reverter em negócios ou mesmo em nova oportunidade de emprego.

Quer saber como ampliar e melhorar o seu networking? Siga esses passos:

1. Organizar melhor seu tempo
2. Participar de eventos corporativos
3. Delegar tarefas de rotina no trabalho
4. Contar com apoio de empregados e companheiros para a realização das tarefas domésticas
5. Dividir com o pai  os cuidados com os filhos.

*Helena Ribeiro é CEO Grupo EmpZ e mantenedora da Faculdade Esup, certificada CEO FGV. Presidente do Comitê Estratégico Business Affairs Committee da Amcham Goiânia e do Lide Mulher Goiás. Diretora da Acieg, conselheira do programa Women Winning Brasil da Ernst & Young Terco, além de certificada em diversas premiações voltadas a Gestão de Pessoas e Recursos Humanos.

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