Sitenoticia Manter Emprego

Dicas para manter o emprego e afastar o medo da demissão

Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que o Índice do Medo do Desemprego aumentou em 36,8% em dezembro passado, em relação ao mesmo mês em 2014. Em 2015, foram fechados mais de 1,5 milhões de postos de trabalho formais no Brasil, o pior quadro desde 1992, de acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência Social. Os números e o atual cenário econômico assustam e o receio de perder o emprego aumenta. Pensando neste quadro, o coach de carreira, psicólogo e youtuber, Márcio Souza, destaca atitudes importantes que podem garantir a permanência no emprego, além de dicas para quem foi demitido e está em busca de uma nova oportunidade.

Para quem está empregado e não quer ser alvo das demissões, uma atitude que pode ajudar é perceber o momento de crise e entender que, em situações como esta, muitas vezes será necessário trabalhar mais e acumular funções, sem que isso reflita no aumento do salário. “O trabalhador deve compreender o momento e entender que certos sacrifícios são necessários e podem valer a pena. No entanto, estes sacrifícios devem respeitar critérios pessoais. O funcionário é quem avalia até onde pode ir”, destaca o coach. Outra dica para quem está trabalhando é notar o ambiente e ter consciência do clima na empresa para reivindicar algo, como um reajuste, por exemplo. “É preciso estar atento aos sinais ao redor, pois, do contrário, você poderá se prejudicar”, completa.

Avaliar a própria formação e checar se ela é compatível com o cargo atual é outra dica valiosa. “O que acontece é que um funcionário cresce dentro de uma empresa, na maioria das vezes, por consequência de seu trabalho bem feito, pelo reconhecimento, pelo bom relacionamento que constrói. No entanto, ele pode alcançar um nível que não condiz com sua formação inicial”, afirma Márcio. Ele explica que esta defasagem no currículo pode comprometer este profissional caso ele tenha que se recolocar no mercado de trabalho futuramente. “Sabendo disso e investindo em sua formação, o trabalhador ficará mais tranquilo e seguro, caso seja demitido.” Para afastar o medo, que é gerado por uma ameaça, a saída é o planejamento. “O medo é uma resposta a uma ameaça. O contrário é a segurança, que é desencadeada pelo planejamento, por uma base sólida na carreira”, analisa.

Entre agosto e outubro do ano passado, a taxa de desemprego no Brasil foi de 9%, de acordo com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgados pelo IBGE. Para quem está sem trabalho, o coach de carreira revela cinco dicas que podem ajudar na busca por uma nova chance. “Em primeiro lugar, é preciso compreender o motivo da sua demissão. A primeira reação costuma ser culpar a crise ou a empresa que o demitiu. Mas, muitas vezes, o que acontece é que a empresa quando se vê obrigada a cortar funcionários, geralmente, escolhe aqueles que já estavam dando algum tipo de problema. Então, refaça seu trajeto e tente perceber em qual momento pode ter cometido alguma falha. Este autoconhecimento será muito útil nos próximos desafios”, afirma Márcio. “Em segundo lugar, avalie sua formação. Uma atitude muito comum é que a pessoa, ao se sentir segura em um cargo, pare de procurar melhorar sua formação, enquanto aqueles que desejam subir na carreira costumam aproveitar cada oportunidade para melhorar seu currículo. Assim, avalie se não há algum conhecimento que esteja em falta”, reforça.

Acionar a rede de relacionamentos e fazer networking é outra atitude recomendada. Muitas vagas de emprego não são enviadas para agências ou publicadas em anúncios no jornal. “Certos cargos costumam ser ocupados por meio de indicações feitas por pessoas de confiança do contratante. Portanto, sua rede de amigos e de contatos profissionais podem te ajudar a conseguir o emprego que você quer, mas antes eles precisam saber disso”, diz.

Prestar atenção nas oportunidades e nas mudanças que ocorrem no mercado é a terceira dica do coach. “Uma das características do mercado de trabalho é que ele se reconfigura constantemente. Pense em como você poderia usar suas habilidades para continuar fazendo o que você gosta de uma forma diferente, que esteja sendo mais solicitada pelo mercado atual”. Por fim, capriche no currículo. “Seja objetivo e conciso, detalhe as atividades que desempenhava nos cargos anteriores e destaque suas principais conquistas. Relacione os cursos que você fez e que te capacitam para o cargo pretendido. Revise o texto para evitar erros de português, use uma fonte de fácil leitura e capriche na formatação”, finaliza Márcio.

Márcio Souza é psicoterapeuta, Orientador Vocacional e Coach de Carreiras.

Fonte: Panorama de Negócios

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