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Dez habilidades para impulsionar sua carreira – Todos já devem ter ouvido falar o quanto as habilidades pessoais são importantes para impulsionar uma carreira. Mas quais são essas habilidades e de que forma elas influenciam no desenvolvimento profissional?

Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Flora Victoria diz que o termo descreve a facilidade que a pessoa tem para fazer algo. “As habilidades são muito importantes, mas sozinhas não levam a pessoa a ter sucesso na carreira.”

Flora Victoria Vice Presidente da SBCoaching

Flora Victoria Vice Presidente da Sociedade Brasileira de Coaching

Segundo ela, para que competências como comunicação, engajamento, criatividade, adaptabilidade, trabalho em equipe, pontualidade, sociabilidade, ter capacidade de ser amigável, relacionamento interpessoal e organização produzam resultados, precisam se somar a três elementos: conhecimento, prática e atitude. “Só assim elas se tornam competências e podem gerar resultados”, diz.

Aos 35 anos, João Paulo Miranda é superintendente da Alelo. “Estou na empresa há 12 anos, entrei como analista júnior. Nesse período, usei várias dessas habilidades para ascender. Além de ter passado por diversos cargos, vivenciei mudanças de presidentes e de cultura empresarial. A adaptabilidade, portanto, é uma habilidade que faz muito sentido em minha carreira.”

João Paulo Miranda – superintendente da Alelo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Miranda entrou na companhia quando ela ainda era uma startup e tinha 12 funcionários. “A dinâmica era outra. Hoje, são mais de 300 colaboradores e vários processos foram implantados. Saber me adaptar a cada momento e estrutura foi essencial para minha evolução.”

Segundo ele, um aspecto que nunca mudou é o clima de camaradagem e amizade existente na empresa. “Isso nos ajuda muito no desenvolvimento de trabalhos em equipe.”

Criatividade é outra habilidade que ele possui. “Graças a ela pude ajudar a empresa a desenvolver novos produtos. Idealizei cartões pré-pagos como presente, incentivo, premiação, despesas corporativas e salário.”

A diretora de gente e gestão da Alelo, Soraya Bahde, afirma que habilidades pessoais alavancam o sucesso profissional sempre que têm alinhamento com as necessidades da posição que o profissional ocupa e, quando bem desenvolvidas, potencializam competências técnicas. “As habilidades de comunicação e relacionamento interpessoal, por exemplo, sustentam posições que exigem capacidade de influência e liderança.”

Soraya conta que por meio do acompanhamento de desempenho do colaborador, o departamento de RH identifica que tipo de habilidade o funcionário precisa desenvolver. “Isso ocorre desde a contratação e durante o acompanhamento de metas, até a avaliação e calibração das competências organizacionais”, afirma.

Soraia Bahde , diretora de RH da Alelo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A gerente nacional de carreiras do Ibmec, Fernanda Schröder Gonçalves, diz que ser organizado, por exemplo, permite ao profissional controlar o seu espaço e o seu tempo, bem como planejar a sua vida e o trabalho, fazendo com que as atividades se tornem mais produtivas, transmitindo, assim, uma boa impressão a todos.

“São pessoas que não perdem tempo procurando as coisas, elas sabem exatamente onde encontrar. Também não perdem compromissos e prazos, o que faz com que tenham grandes chances de crescerem profissionalmente”, diz.

Fernanda afirma que a pontualidade também diz muito a respeito do profissional. “Ser pontual demonstra respeito com o outro, com as obrigações e com os prazos, características imprescindíveis ao profissional bem sucedido. Saber administrar e lidar com os compromissos e horários são habilidades de pessoas eficientes e responsáveis, sendo muito valorizadas no mercado”, afirma.

Segundo ela, ter a habilidade de trabalhar em equipe pode tornar o profissional mais criativo, aumentando a qualidade do trabalho realizado.

“Dessa forma, ocorre crescimento do grupo e dos resultados, porque quando se trabalha em equipe, os profissionais ajudam a empresa a ter novas ideias e influenciam no clima organizacional. Quanto mais todos estiverem conectados na mesma direção e objetivo, mais agradável será o ambiente, instigando a motivação, o engajamento, a produtividade e a lucratividade.”

A gerente de RH do grupo LTM, Fabiana Carvalhal, diz que as empresas estão em um momento de busca por inovação e qualidade. “Neste cenário, ter essas habilidades se torna fundamental para quem deseja se destacar entre tantos profissionais com competências técnicas cada vez mais equiparadas”, ressalta.

De acordo com a gerente, para reverter a falta de habilidades importantes no perfil de um funcionário, um fato que interfere no exercício do cargo, o RH em conjunto com os gestores prepara ações de treinamentos internos, externos e coaching.

“Tudo isso ocorre concomitantemente a feedbacks constantes do gestor”, afirma.

‘Desenvolvimento não ocorre apenas dentro da sala de aula’

O diretor de operações da rede Ortoplan – Especialidades Odontológicas, Anderson Galvez, conta que sempre teve facilidade de relacionamento interpessoal. “Essa habilidade ajuda muito, porque precisamos das pessoas em todos os aspectos da vida. Esse sempre foi um ponto forte em mim. Outro diferencial na minha vida profissional é a facilidade de comunicação.”

Anderson Galvez, diretor de operações da rede Ortoplan – Especialidades Odontológicas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Galvez acredita que o profissional que não se preocupa em trabalhar bem em equipe, nunca terá um bom resultado em nada do que fizer. “Trabalhar em equipe hoje é uma necessidade”, afirma.

A diretora de inteligência de negócio da LTM, Alessandra Fort, é formada em estatística e tem 20 anos de experiência na área técnica. Segundo ela, habilidades como comunicação e organização muitas vezes não fazem parte do perfil de profissionais da área técnica.

“Normalmente, a pessoa muito técnica também tem dificuldade de se comunicar. Enfrentei essa dificuldade no início da carreira. Mas tive de superá-la na prática, porque eu tinha de ajudar os colegas a compreender questões técnicas.”

Alessandra conta que sua diretoria está entre a área técnica e a de negócios. “É uma área meio, então, se o profissional não está acostumado a trabalhar em equipe, terá a carreira limitada”, ressalta.

Segundo ela, o grande desafio atualmente é tornar a LTM, empresa de médio porte responsável pela gestão de programas de fidelidade, em uma grande companhia. “Neste contexto, ter habilidades sociais, criatividade e comunicação ganham um peso maior.”

Ela mesma teve de contar com o incentivo do RH e do CEO, Emerson Moreira, para realizar um processo de autoconhecimento. “Quando eles falaram dessa questão comigo, achei que fazia muito sentido. Minha transformação foi muito rápida. Tanto minha equipe quanto meus pares e minha chefia perceberam a melhora.”

Segundo ela, investir no autoconhecimento foi importante para melhorar a autoestima e estar mais equilibrada frente aos novos desafios. “Ainda mais agora, quando todos estão vivendo um ano de muitos desafios e de grande pressão.”

Alessandra Fort, diretora de inteligência de negócios da LTM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alessandra afirma que estava muito ansiosa, apressada e exercendo muita pressão sobre a equipe. “Antes, até podem ter me falado a respeito disso, mas a forma como o CEO fez a abordagem foi tão clara que me pergunto como não percebi isso antes.”

Gerente de RH da Geofusion, Paula Moraes comenta que o feedback dado pelo gestor costuma ser fundamental. “Ele realmente precisa entender o papel de cada um de seus liderados, porque é um grande agente de desenvolvimento”, diz.

Paula afirma que o processo de desenvolvimento não é feito apenas dentro de uma sala de aula. “Hoje, participar de projetos multidisciplinares, assumir desafios, leitura de livros, fazer networking, entre outras iniciativas, também fazem parte do processo de capacitação. Não basta simplesmente colocar as pessoas dentro de uma sala de aula. Mas isso é uma via de mão dupla, não adianta o gestor querer e o colaborador não se mostrar disposto a buscar isso.”

Aptidões valiosas

Adaptabilidade
Aplicada quando há necessidade de agilidade para se adaptar a mudanças

Criatividade
É fundamental para a resolução de problemas, criação de soluções e inovação de produtos

Pontualidade
Deve ser transformada em capacidade de cumprir prazos

Organização
Permite controlar espaço físico, tempo e cumprir prazos

Ser amigável
É colaborador e mais acessíveis

Relação interpessoal
Quanto mais alinhado o entrosamento da equipe, melhor será o clima profissional

Engajamento
Profissional comprometido ativamente com o propósito da empresa e do time

Comunicação
Facilita a condução de reunião e apresentação em público

Trabalho em equipe
Aumenta qualidade do trabalho e instiga a motivação e lucratividade

Habilidade social
Relações mais produtivas

Fonte: Estadão

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