Déficit habitacional aumentou nas grandes cidades

Déficit habitacional aumentou nas grandes cidades.
Paulo Grandi
Estudo divulgado pela Fundação João Pinheiro, que tem parceria com o Ministério das cidades, revela que o déficit habitacional cresceu 10% entre 2011 e 2012 nas nove metrópoles monitoradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje são 1,8 milhão de famílias sem residência adequada nessas regiões.
O total de casas compartilhadas por mais de uma família e as residências com mais de três moradores em média por cômodo são fatores que compões o cálculo do déficit habitacional. O principal componente do indicador, no entanto, é o peso do aluguel no orçamento familiar.
O quadro é negativo nas metrópoles, porém, no restante do país os números são mais alentadores. O déficit habitacional recuou 1,6% na contagem nacional do mesmo período, com a redução dos números de residências consideradas precárias e de casas compartilhadas.
Existem ainda 5,8 milhões de famílias sem moradia adequada no Brasil, e o aluguel mais caro atinge principalmente as grandes cidades.
Em São Paulo o déficit habitacional cresceu expressivos 18,2% e o valor do aluguel subiu em média 97% de 2008 a 2014. Em apenas um ano e 700 mil famílias vivem em residências consideradas inadequadas, prova disso são os protestos constantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que defende a regulação dos preços dos aluguéis pelo Estado.
O aluguel alto força as famílias a morarem cada vez mais longe do centro das cidades onde a oferta de serviços públicos é menor ou inexistente e também aumenta os custos de deslocamento dessas pessoas para o trabalho.
Para resolver esse problema o governo deveria incentivar as construtoras a construir em locais mais próximos atribuindo valores diferentes para os subsídios conforme a localização do terreno e não da forma linear como é feito hoje.​
Paulo Augusto Grandi é especialista em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas e Bacharel em Administração de Empresas pela Universidade de Caxias do Sul. Atualmente está cursando Mestrado em Gestão de Negócios Internacionais pela Ohio University. È diretor da Semeq Inc, professor do FGV Management e Diretor da GForte Incorporações.
Fonte: http://www.panoramadenegocios.com.br/2014/05/coluna-do-professor-paulo-grandi_31.html

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