Robson Paniago

O incentivo a criatividade é um instrumento poderoso de ajuda àquelas empresas que pretendem se desvencilhar dos vínculos com o terceiro mundo e entrar em consonância com a modernidade.

A criação, no que se associa a ciência, melhora o entendimento  de nós mesmos e da realidade externa, beneficia a qualidade de vida e a produtividade, fatores esses essenciais à condução eficiente das exigências que se apresentam e que, por certo, ainda se farão mais autoritárias.

Um universo em constante metamorfose em todos os planos, visíveis ou não, torna inevitável que mantenhamos o mesmo dinamismo; criar e recriar a vida dia após dia e dar sentido à existência, é adaptação, é responder positiva  e com harmonia às peculiaridades de cada fase da vida ou setor de trabalho.

Dentro das empresas, uma filosofia gerencial que dê espaço à criatividade favorece a realização, o prazer e a disposição das pessoas que, com mais autonomia, fazem um ambiente de trabalho mais saudável.

Paradoxal é a atitude de grande parte do empresariado que, mesmo sabedora dos favores que o estímulo à criatividade pode prestar, insiste em reger a valsa monótona de desprezo às capacidades individuais na ingênua crença de que os fósseis mentais são os melhores parâmetros na batalha pelo sucesso.

Majaro em seu livro Criatividade: Um passo para o Sucesso, diz: “Por fim, a pobre criatura que teve constantemente as suas asas cortadas, adere à organização. A criatividade residual talvez ainda lá esteja, constantemente ameaçada pelas restrições que lhe são impostas por um ambiente anti-criativo e muito possivelmente por um grupo de pares do reino na não criatividade”.

As descobertas científicas atuais nos fornecem dados sobre o funcionamento do cérebro humano e nos ajudam a melhor compreender faculdades como a criatividade e a imaginação.

Para nos tornarmos seres mais completos, agindo mais próximos da plenitude dos nossos potenciais, é preciso deixar no passado os preconceitos sobre a exploração e uso de determinadas  aptidões humanas natas. Talvez o ponto de equilíbrio seja, portanto, o fim dos conflitos que vivemos seja encontrado através da utilização equânime  de ambos os hemisférios cerebrais.

Somos, em maioria esmagadora, indivíduos incompletos caminhando ora sóbrios, ora bêbados no entendimento das interações com o mundo.

As agendas dos analistas estão cheias de nomes de profissionais bem sucedidos que se perdem diante da menor avaria doméstica; estão cheias de pessoas esquecidas de si mesmas ou dos que lhes são caras, pessoas que só servem ao espelho.

 

e – Robson Paniago é Administrador Tecnológico & Social

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