Crescimento do PIB abaixo do potencial
Paulo Grandi
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deverá crescer moderadamente em 2014 e no próximo ano. O crescimento acumulado do período deve ficar entre 3 e 4%.
O aperto da política monetária, a diminuição da demanda externa e as incertezas políticas causadas pela eleição presidencial vão provavelmente influenciar este resultado baixo.
Todas as estimas de inflação indicam que ela não vai diminuir no curto prazo e para que diminua será necessário endurecer ainda mais a política monetária.
O “bom senso” do Banco Central brasileiro em aumentar os juros com o objetivo de reduzir a inflação, atualmente em 11% ao ano, foi visto como positivo pelo mercado.
A continuidade da política macroeconômica não impedira um pequeno crescimento do PIB em 2015, mas vai frear a demanda interna.
As exportações brasileiras, principalmente de produtos manufaturados, estão sendo afetadas pela fraca demanda externa. Uma desvalorização do real poderia acelerar as exportações futuras.
Com tudo, minha opinião é que o governo continue trabalhando para trazer a inflação para dentro do centro da meta de 4,5% ao ano, mesmo que isso resulte em um PIB menor que o potencial Brasileiro, já afetado pelos gargalos de produção.
A retomada da economia mundial deve trazer novas perspectivas econômicas nos próximos anos podendo dar um dinamismo maior as exportações do que a demanda interna.
Assim como a economia apresenta periodicamente ameaças, ela também oferece oportunidades. Fazer o dever de casa deixando a economia organizada, resolvendo os gargalos de produção, dentre outras soluções deve ser uma constante para o governo. Nossa economia necessita crescer o máximo do nosso potencial.​

 

Paulo Augusto Grandi é especialista em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas e Bacharel em Administração de Empresas pela Universidade de Caxias do Sul. Atualmente está cursando Mestrado em Gestão de Negócios Internacionais pela Ohio University. È diretor da Semeq Inc, professor do FGV Management e Diretor da GForte Incorporações. ​
Fonte: http://www.panoramadenegocios.com.br/2014/05/coluna-do-professor-paulo-grandi.html
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