Corporate Venture Como Sua Empresa Pode Se Beneficiar Da Pratica.jpeg

A velocidade com que as informações são compartilhadas atualmente faz com que novos interesses sejam criados e esquecidos a todo momento. Com isso, as empresas precisam estar em constante inovação, acompanhando as tendências do mercado. No entanto, tal tarefa exige trabalho árduo, pesquisa, investimento de tempo e dinheiro.

Atento a tal necessidade, o mercado corporativo tem feito cada vez mais uso do corporate venture, uma prática que estimula a inovação gerando novos negócios sem necessariamente precisar criá-los.

No post de hoje, vamos tratar desse novo segmento e como sua empresa pode se beneficiar dessa prática. Acompanhe.

O que é corporate venture?

Quando uma grande empresa deseja aumentar seu leque de atuação no mercado, mas sem precisar investir na criação de um novo produto, ela investe em negócios menores. Dessa forma, não é preciso alterar sua estrutura, fazer grandes investimentos ou lidar com processos internos engessados para se manter em constante inovação.

A seguir, abordaremos as duas modalidades de corporate venture.

Corporate venture capital (CVC)

Nessa categoria, as grandes empresas desempenham o papel de investidores de risco, investindo capital próprio em startups que apresentem alto potencial de crescimento.

Há dois tipos de corporate venture capital. Veja a seguir como funcionam.

Corporate venture financeiro

É quando as grandes corporações enxergam nos negócios nascentes uma oportunidade de lucrar realizando a compra e venda das ações. Não há interesse em dar continuidade ao negócio. A decisão é tomada visando apenas o lado financeiro.

Corporate venture estratégico

Nessa modalidade, as corporações têm interesse além do lucro. Elas querem ganhar vantagem competitiva e gerar inovações.

Portanto, o interesse das grandes empresas é lançar as startups o mais rapidamente no mercado. Para isso, são colocados à disposição dos negócios nascentes profissionais qualificados, conhecimento de mercado, estrutura operacional, canais de distribuição e vendas, marca consolidada e tecnologia, unindo a inovação, dinamismo e entusiasmo das pequenas empresas com a estrutura de uma grande.

Corporate venture externo (CVE)

A pequena empresa já chega ao conhecimento das grandes organizações quando está, de certa forma, encaminhada e crescendo. Quando passa a ganhar visibilidade, as empresas decidem se associar às startups investindo em seu crescimento, gestão e capital, ajudando o pequeno negócio a crescer rapidamente.

Quando a startup está madura e colhendo seus frutos, acontece o chamado “spin-in”, que é o movimento de aquisição da empresa e, finalmente, sua incorporação ao grupo empresarial.

Corporate venture interno (CVI)

Aqui, a ideia surge dentro da corporação por meio dos seus funcionários que promovem inovações a fim de melhorar algum processo interno, aumentar o lucro e lançar um produto novo, entre outros.

Nesse caso, a empresa investidora serve como uma incubadora e fornece a equipe, estrutura, orçamento para que o negócio dê certo e, em seguida, cria uma nova empresa dentro do grupo.

Quem criou o conceito de corporate venture?

O corporate venture, que também é chamado de corporate venturing, nasceu do conceito de venture capital, que significa capital de risco e foi criado nos Estados Unidos por volta de 1940.

No caso do venture capital, a ideia era estimular que capitalistas se tornassem sócios dos negócios adquirindo ações das empresas. Já no corporate venture, esses capitalistas foram substituídos pelas grandes empresas e há alinhamento estratégico entre as partes, além do que nem sempre o investimento feito é apenas monetário.

No Brasil, a estratégia chegou nos anos 1990 e foi ganhando destaque entre 2002 e 2012. A CISCO, por exemplo, se juntou com a prefeitura do Rio de Janeiro para o lançamento de uma plataforma tecnológica no Porto Maravilha. A iniciativa fazia parte do programa de inovação urbana da CISCO.

Assim como no exemplo acima, há em nosso país diversas outras grandes empresas interessadas em investir em nossos empreendedores. Itaú, Embraer e Qualcomm, são apenas alguns exemplos.

Quais são os benefícios do corporate venture para as empresas?

Quando bem utilizado, o corporate venture gera benefícios tanto para as empresas de grande porte quanto para os novos negócios. Veja a seguir quais são os ganhos para cada uma delas.

Benefícios do corporate venture para grandes empresas

Empresas como Apple, IBM, Microsoft e Facebook nasceram de uma ideia que foi executada durante algum tempo dentro de garagens. Um dia, elas precisaram que alguém acreditasse no seu potencial de crescimento e inovação para que se tornassem as gigantes que são hoje.

No entanto, o crescimento das burocracias dentro de uma corporação é proporcional ao crescimento do negócio, o que torna a inovação uma tarefa cada vez mais difícil. Portanto, o uso da corporate venture traz os seguintes benefícios:

  • uso da economia criativa;

  • a conexão da experiência das grandes empresas com o dinamismo dos pequenos negócios;

  • possibilidade de identificar as oportunidades;

  • experimentação com diversos modelos de empreendedorismo;

  • lançamento de novos produtos com investimentos baixos e sem alterar a estrutura das grandes empresas;

  • menos burocracia nas etapas de aprovação do produto.

Benefícios do corporate venture para as startups

Estudos indicam que 25% das startups brasileiras costumam fechar as portas dentro do seu primeiro ano de vida e uma das causas de mortalidade é justamente a dificuldade financeira de se manter estável.

Além do benefício financeiro, há outras vantagens do corporate venture para as pequenas empresas, como:

  • acesso a clientes e parcerias que não seriam possíveis sem o apadrinhamento de uma grande corporação;

  • com a estrutura de uma grande empresa, as startups conseguem resistir mais às instabilidades do mercado;

  • troca de experiências com uma empresa que já passou pelo árduo caminho do crescimento e sucesso;

  • criação de empregos;

  • utilização de uma estrutura operacional consolidada.

Quais são os malefícios do corporate venture?

Embora existam mais benefícios do que malefícios, é importante estar atento aos efeitos colaterais até mesmo para evitar que aconteçam em sua empresa. Listamos a seguir o que pode dar errado no corporate venture:

  • perda do valor investido;

  • dificuldade da startup em se adaptar à estrutura da empresa investidora;

  • pressão em cima dos empreendedores, uma vez que as grandes empresas não costumam tolerar erros e fracassos.

Ficou com alguma dúvida a respeito do corporate venture? Deixe um comentário em nosso post que teremos o maior prazer em responder.

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