Expectativa De Inflação
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Confiança do Consumidor recua – Apesar da queda de 2,7 pontos no indicador que mede o grau de satisfação com a economia no momento, o resultado sugere uma acomodação considerando uma devolução do mês anterior, retornando ao nível de dezembro de 2017 (82,7).

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) recuou 1,4 ponto em fevereiro, ao passar de 88,8 para 87,4 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado, o índice avançou 6,7 pontos.

“A confiança dos consumidores em fevereiro acomodou-se em nível próximo a novembro passado, influenciada por uma menor satisfação com relação à situação econômica e perspectivas menos otimistas para os próximos meses. Ainda que as expectativas de inflação se mantenham estáveis e de juros ainda seja de queda, consumidores estão menos otimistas em relação ao emprego nos próximos meses e mais cautelosos em relação a novas compras. O que pode deixar a recuperação esperada na economia mais lenta”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor.

Em fevereiro, tanto as avaliações sobre a situação atual quanto as expectativas em relação aos próximos meses pioraram. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 1,4 ponto, para 75,2 pontos, interrompendo a trajetória de seis altas consecutivas. O Índice de Expectativas (IE) caiu pelo segundo mês consecutivo, variando -1,1 ponto, ao passar de 97,6 para 96,5 pontos.

Dentre os quesitos que integram o ICC, a avaliação dos consumidores com relação à situação econômica no momento foi o que mais contribuiu para a queda da confiança em fevereiro. Apesar da queda de 2,7 pontos no indicador que mede o grau de satisfação com a economia no momento, o resultado sugere uma acomodação considerando uma devolução do mês anterior, retornando ao nível de dezembro de 2017 (82,7). Já o indicador das perspectivas para a situação econômica nos seis meses seguintes recuou pelo segundo mês consecutivo atingindo 114,1 pontos.

Em relação às finanças familiares, somente as perspectivas futuras permaneceram favoráveis. O indicador que mede a satisfação dos consumidores com a situação financeira no momento recuou 0,6 ponto, para 68,2 pontos, e o indicador que mede o otimismo em relação às finanças pessoais nos próximos meses teve alta de 1,9 ponto, o maior desde outubro de 2014 (96,9). Entretanto, mesmo com perspectivas melhores para a situação financeira, os consumidores se revelaram menos propensos a gastar, com queda de 3,6 pontos no indicador que mede a disposição para compras de bens duráveis nos próximos meses.

O comportamento da confiança é bastante heterogêneo entre as quatro faixas de renda pesquisadas. Houve aumento da confiança das famílias com renda até R$ 2.100,00 e das famílias com renda acima de R$ 9.600,00, enquanto para as demais, a confiança registrou queda. A maior variação do índice ocorreu nas famílias com renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00, devido à deterioração das avaliações da situação atual.

A edição de fevereiro de 2018 coletou informações de 1.611 domicílios entre os dias 1º e 20 de fevereiro. A próxima divulgação da Sondagem do Consumidor ocorrerá em 23 de março. O resultado completo está disponível no site.

Fonte: FGV Notícias

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