Compras de fim de ano exigem cautela

Compras de fim de ano exigem cautela

 

O espírito natalino parece tomar conta dos consumidores nessa época do ano. O recebimento do décimo terceiro salário, o horário estendido do comércio, aliado às festas de fim de ano embalam o consumidor numa sucessão de compras que exigem cautela.  “Exceder os gastos significa ganhar de ano novo uma série de débitos que às vezes são impossíveis de saldar”, garante a professora da IBE Conveniada FGV Rita Ritz.

É natural que os gastos se elevem nesse período, mas o controle do que é possível investir nos presentes e viagens é essencial. Para começar, a especialista Rita Ritz indica que se faça uma lista do que é necessário comprar. Depois, refaça a lista analisando cada anotação separadamente, buscando soluções mais baratas ou até eliminando alguns itens. Defina, no caso dos presentes, uma estimativa de preço para cada um e, se possível, sugestões do que comprar. Só depois disso, já com a lista fechada, você deve sair às compras. “Evite qualquer tentação de levar coisas fora do que está estipulado. A grande variedade de produtos e preços muitas vezes tentadores podem levar a compras além do necessário”, explica ela.

Outra dica da especialista é fazer uma busca de preços antes de fechar negócio. A diferença entre uma loja e outra pode chegar a quase 20% em alguns itens. Veja também se é possível conseguir uma negociação melhor no pagamento à vista e em dinheiro. Para o lojista Cláudio Martins, também há um interesse do comércio em não vender o que o consumidor não poderá pagar, principalmente nos casos de crediário. “A consciência econômica é importante para consumidor e lojista, já que um pode ser inserido nos órgãos de proteção ao crédito e o outro ter que arcar com a inadimplência”, diz ele.

O mesmo não acontece com os cartões de crédito, já que, uma vez liberado o valor disponível para compra, os prejuízos de se gastar além do limite só serão sentidos no momento da fatura. “Algumas pessoas tem a sensação de que ao pagarem no cartão não estão adquirindo aquela dívida. Só quando as compras são somadas e enviadas na fatura do cartão é que se dão conta de que o gasto foi excessivo, aí começa uma jornada difícil, já que os juros são altos”, explica a professora.

Embora pareça haver uma consciência acerca da necessidade de se manter o crédito, os números do SCPC mostram que ainda há uma grande parcela da população com dificuldade em arcar com os compromissos financeiros. O maior índice está na faixa de consumidores de 40 e 50 anos ocorrências. Nem os mais jovens têm fugido às estatísticas…

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