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Como perder o medo de investir em tempos de crise

Na década de 1970, quando gravou o álbum “Todos os olhos”, o cantor Tom Zé compôs uma música em que dizia que “o medo é o nosso melhor conselheiro”. Bom, em certa medida o artista pode até ter razão, tendo em vista que o medo pode nos frear diante decisões impulsivas e irresponsáveis. Por outro lado, quando vem em excesso, o sentimento consegue apenas um resultado: nos paralisar.

Diante de uma crise econômica, cenário de incertezas e novidades cada vez mais assustadoras no noticiário, a população é tomada pelo excesso de medo e pode ficar mais receosa na hora de tomar decisões importantes, como a forma de investir o dinheiro. Sendo assim, o Finanças Femininas conversou com o economista e professor da IBE Conveniada FGV, Mucio Zacharias, visando encontrar os melhores investimentos a serem feitos em um momento de instabilidade como o que estamos vivendo.

O professor lembrou que estamos em um momento em que a taxa básica de juros do país está situada em 14,25%, com perspectiva de subir ainda mais. Segundo ele, o patamar torna o Brasil o maior pagador de juros do mundo. Se, por um lado, isso encarece as despesas para quem tem dívidas, por outro, quem tem condições de aplicar pelo menos R$ 30 por mês, poderá ter bons resultados no futuro.

O economista realizou uma pesquisa considerando as seguintes aplicações: caderneta de poupança, CDB, fundo de investimento em Renda Fixa, Tesouro Direto, bolsa de valores,imóveis e aluguel. Abaixo, segue a avaliação dele a respeito de cada uma das modalidades.

Caderneta de Poupança

A  maior parte da população insiste em alocar os recursos na poupança, mas a verdade é que o instrumento, hoje, não é capaz sequer de proteger os recursos aplicados da inflaçãooficial do país. “A poupança hoje tem uma rentabilidade bruta de 6,46% em 12 meses. Neste mesmo período, a inflação já chega a 9,5%. Ou seja, são 3 pontos percentuais negativos. Não vale a pena”, destacou.

CDB

O primeiro cuidado, neste caso, é avaliar a escolha do banco. O CDB é um título privado, em suma, você empresta dinheiro ao banco e recebe juros em cima desta operação. “Tem que escolher bem o banco em que vai aplicar, afinal, você está emprestando seu dinheiro para a instituição”. De acordo com a pesquisa feita pelo economista, um CDB que pague 90% do CDI – que é o referencial usado pelas instituições bancárias e que acompanha a taxa Selic – dá uma rentabilidade bruta de 10,2%, ou seja, cobre a inflação e ainda dá 1% de lucro.

Fundo de Renda Fixa

Tomando por base um Fundo DI – o qual também tem como referência o CDI – pagando 95% do CDI, a rentabilidade bruta é de 11% em um ano. É preciso considerar, no entanto, que neste tipo de aplicação os bancos cobram taxa de administração. Sendo assim, para manter o retorno neste percentual, é preciso que essa taxa não seja superior a 1%. “As taxas praticadas pelos bancos são bem variáveis. É preciso ficar atenta a isso e pesquisar, tendo em vista que uma taxa elevada pode comer muito da rentabilidade. Existem instituições que cobram de 0,5% a 1%, mas também há outras que variam entre 1% e 3%”, comentou.

Tesouro Direto

Os títulos do Tesouro Direto passaram por uma reformulação e ganharam nomes mais simples. Atualmente, é a modalidade de aplicação em renda fixa que oferece melhor retorno, na visão do especialista. O interessante deste investimento é que é possível aplicar tanto em títulos com vencimento daqui a três, quatro anos, quanto em outros com vencimento em 2050, ou seja, de curto a longo prazo. A liquidez é diária, tendo em vista que há leilões de compra e venda diariamente. Na avaliação dele, um título prefixado em 15,07%, daria um rendimento de 11,7% ao ano, já excluindo todas os encargos com taxas e tarifas.

Fonte: http://financasfemininas.uol.com.br/como-perder-o-medo-de-investir-em-tempos-de-crise/

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