Como O Neurobusiness Ajuda A Melhorar A Tomada De Decisao.jpeg

Como seduzir o consumidor, ativando gatilhos mentais que despertem nele simpatia e desejo pelos produtos e serviços oferecidos pela sua marca? Responsável por aliar os conceitos da ciência que estuda a mente do homem com o mundo dos negócios, o neurobusiness tem por objetivo compreender como funciona o processo de tomada de decisão para que a empresa escolha as estratégias corretas para se desenvolver.

Neste post, vamos lhe explicar o que é neurobusiness, de que forma a compreensão dessa área vai ajudá-lo a entender o processo de tomada de decisão dos seus clientes, como a mente humana funciona e a importância de ativar o cérebro primitivo do público-alvo para vender mais. Vamos lá? Boa leitura!

Afinal, o que é neurobusiness?

O propósito do neurobusiness é aplicar os estudos sobre a mente humana ao mundo dos negócios. Com conceitos da neurociência comportamental, a técnica tenta prever a reação das pessoas quando submetidas a estímulos externos.

O objetivo dessa prática é, a partir da compreensão do comportamento do indivíduo e de como ele reage a determinadas circunstâncias, desenvolver técnicas de vendas, aprimorar conceitos de liderança e inovar, ou seja, aperfeiçoar os processos empresariais em qualquer atividade que envolva a ação do homem.

O neurobusiness começou a ser estudado no início do século 21 e, desde então, tem sido utilizado por negócios com os mais variados perfis. Dentre suas aplicações, a captação e a retenção de clientes são as mais populares.

Como o neurobusiness contribui para a tomada de decisões?

O processo para decidir o que fazer em qualquer situação envolve dois níveis da mente: o racional e o intuitivo. Essas perspectivas são influenciadas por diversas variáveis. Uma das mais significativas, por exemplo, é o medo.

Quando o indivíduo verifica que há a possibilidade de perder alguma coisa, esse sentimento é ativado. Assim, o medo atua como influenciador no fluxo da tomada de decisão. A partir da ação que muitas vezes é inconsciente, a sensação atua sem que o consumidor a perceba e, dessa forma, acaba por ditar os rumos que serão escolhidos pela pessoa.

A emoção, a ambição e a felicidade são outros sentimentos que podem ser utilizados a partir da compreensão do neurobusiness.

Como o cérebro humano funciona?

O cérebro humano se divide em três partes:​

  • cérebro: constituído pelo telencéfalo e o diencéfalo;
  • cerebelo: localizado na nuca;
  • tronco encefálico: formado pelo mesencéfalo, a ponte e o bulbo.

Cada um desses setores é responsável por coordenar sentimentos e ações, tanto as racionais quanto as irracionais. O córtex cerebral, por exemplo, reúne as informações e os sinais diretamente relacionados à memória, às normas de conduta e àquilo que o indivíduo projeta como consequências de suas ações.

Recentemente, pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, descobriram, ao comparar o cérebro humano ao do macaco, uma área no córtex frontal dos homens sem equivalência nos primatas.

Essa região, além de ser responsável por atividades que envolvem planejamento, execução de várias tarefas e tomadas de decisão, também é determinante para indicar quando escolhemos uma opção errada e precisamos mudar de decisão.

O que é o cérebro primitivo e como ele impacta nas decisões?

Como observamos neste post, o cérebro atua a partir de ações racionais e irracionais. É chamado de cérebro primitivo a parte que coordena o conjunto de ações instintivas que tomamos, ou seja, aquelas que influenciam o nosso comportamento sem que precisemos nos dar conta.

Um dos objetivos do neurobusiness é compreender e aproveitar a parte primitiva do cérebro a fim de que ela influencie na tomada de decisão do consumidor.

Nesse sentido, uma empresa que foca sua comunicação apenas nos atributos dela, por exemplo, não consegue estimular as ações inconscientes no público-alvo.

Para isso, é preciso desenvolver estratégias que reforcem o apelo emocional e os benefícios que o produto ou serviço oferecem ao consumidor. E é nesse ponto que o neuromarketing atua.

Como utilizar na prática a ciência para conquistar mais clientes?

Agora que você já entendeu que o cérebro humano está sujeito a influências inconscientes, deve estar se perguntando: na prática, como posso aproveitar isso para engajar mais pessoas à minha empresa e vender mais? Confira algumas dicas:

Conte histórias

Entre as tendências observadas no mundo dos negócios para os próximos anos, não é por acaso que cada vez mais as empresas buscam desenvolver estratégias voltadas para o storytelling — a arte de contar histórias. Essa prática cria uma identificação imediata entre emissor e receptor. A empatia gerada é fundamental para seduzir e aproximar a marca e o consumidor.

Posicione a sua empresa

Hoje, o desejo do consumidor vai muito além de um atributo específico do produto que você vende. Ele procura marcas cujos propósitos sejam os mesmos que os dele. Por isso, defina quais são os valores da sua empresa e os divulgue ao mercado.

Invista em imagens

Em tempos de redes sociais, o impacto visual nunca foi tão importante. Fotos e vídeos são elementos que captam a atenção do público e, quando bem trabalhados, são determinantes para destacar um conteúdo relevante.

Entenda o seu público

Conhecer a linguagem do seu público-alvo é essencial para conseguir se comunicar com ele com precisão e sem interferências. Gestos, gírias e expressões podem ser decisivas para construir empatia e fortalecer a imagem da marca junto ao consumidor.

O neurobusiness, portanto, consiste em aplicar a ciência que estuda o cérebro e o comportamento humano nas atividades empresariais, objetivando a construção de processos mais harmônicos e captação e retenção de clientes.

A partir da compreensão do que influencia a mente do homem, tanto consciente quanto inconscientemente, quem domina essa prática consegue ativar o cérebro primitivo e estabelecer conexões importantes para construir uma sinergia entre marca e público.

Nesse sentido, para ter sucesso, procure posicionar a sua empresa com valores firmes, conte histórias que estabeleçam conexão com os consumidores, use muitas imagens e, por fim, conheça muito bem o indivíduo com o qual você deseja dialogar. Esse conhecimento é fundamental para escolher a linguagem ideal para estabelecer a comunicação.

O que você achou do conteúdo? Compreendeu como funciona o neurobusiness? Então compartilhe este post nas suas redes sociais e contribua para que seus amigos a também conheçam esse tema!

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