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Como gerar empregos de qualidade, segundo diretor da FGV

Tendo no currículo passagens pelo Banco Mundial, tesouraria do governo paulista e Secretaria Especial para Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda, o administrador Yoshiaki Nakano, professor e Diretor da FGV/EESP, merece ser ouvido sempre que se manifesta.

Recentemente, ele afirmou que o Brasil precisa mudar o modelo econômico, que destruiu a indústria nacional. Para ele, o estímulo ao setor de serviços se esgotou. A tentativa de fazer a economia expandir por ai “não substitui o modelo tradicional de industrialização e expansão dos serviços intensivos em tecnologia”. Fizeram da criação de empregos de baixa qualidade – em shoppings, por exemplo – um tapete debaixo do qual ocultaram a destruição do parque fabril. O Brasil optou por integrar verticalmente a indústria, para produzir bens finais, diz Nakano, mas lá fora, nos últimos 30 anos, deu-se o contrário: esparramaram a produção com cadeias de valor adicionado que atravessam fronteiras.

Nakano propõe montar cadeias produtivas longas internamente, aumentando a eficiência: “O mundo foi numa direção, de cadeias de valor, e o Brasil continuou insistindo em produzir tudo internamente.

Precisamos pegar a indústria e integrar nessas correntes dinâmicas. Especializar no que temos produtividade e importar o que é mais barato (…) importar mais e exportar muito mais”. Em Cascavel, o arrastado episódio da construção e paralisação das obras do Shopping Catuaí, da BRMalls, ensejou um debate sobre a geração de empregos, sobretudo frente à crise, cuja duração ainda vai se arrastar por mais este ano.

O nível de emprego declina na construção civil e o setor de serviços se estreita. É fundamental que o Projeto Cascavel 2030 foque bem essa questão, tendo em vista as oportunas reflexões de Nakano sobre cadeias produtivas.

Veículo: O Paraná/ FGV Noticias

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