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CEOs são chamados ao equilíbrio

 

Professora PhD em Administração alerta para postura dos líderes atuais como escape ao cenário atual e aponta dicas para boa saúde mental

 

Em uma sala lotada com CEOs de diversas localidades do país, a palestrante Paulette Alberis Melo, professora da IBE Conveniada FGV, PhD em Administração pela Florida Christian University, dispara sem a menor cerimônia. “Líderes, os senhores têm que ser absolutamente equilibrados”, afirma categórica. Como se fosse fácil, na situação atual. “Mas, equilíbrio é a palavra de ordem para manter a organização em águas navegáveis em um cenário volátil como o atual”, continua.

 

É claro que a maioria dos executivos presentes já sabia disso. Eles pertencem ao grupo CEO Insights formado por ex-alunos do programa CEO FGV e se reúnem quatro vezes por ano para reciclagem de conhecimento, além de discussões de problemas comuns e busca de soluções em conjunto. Esta semana, durante mais um desses encontro realizado na IBE Conveniada FGV Campinas, a temática apontou para soluções em tempo de crise.

 

E Paulette foi além. Delineando um cenário bastante perturbador perante a crise econômica, escassez de recursos, dinâmica tecnológica, globalização, hipercompetitividade e outros, ela destaca que não haverá mais nenhuma solução fácil e todas as decisões seguirão o mesmo padrão.

 

Se o líder causa diversas reações na equipe e é o responsável pelas pessoas ao seu redor, automaticamente todas as situações derivadas do grupo que lidera pesam na sua conta. “Já repararam uma equipe descontraída, conversando, que quando o líder entra de repente fica completamente quieta? Esse é um exemplo de reação à liderança”, explica.

 

E quando o assunto é carreira, a escala da complexidade é automaticamente acionada. Ou seja, quanto mais uma pessoa sobe, mais capacidade de abstração ela necessita. Essa capacidade é a que precede o pensamento estratégico, indispensável para tomada de decisões. “Com o líder acontece como na construção de um prédio: quanto mais alto, mais é a pressão exercida, e, maior ainda é a profundidade do fundamento”.

 

Aceitar o que não pode ser mudado é a dica de ouro para o líder que deseja obter boa saúde mental e, consequentemente, equilíbrio no cotidiano. Não se isolar também é fundamental. De acordo com a especialista, a solidão é uma doença crônica dos CEOs e deve ser extirpada. “Faça mais interações na empresa, compartilhe”, recomenda.

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