Cenário econômico acelera mudança de estratégias no mercado

Cenário econômico acelera mudança de estratégias no mercado

Segundo especialistas, estudos indicam que negócios em rede oferecem melhor performance para empresas neste momento.

Uma nova equipe econômica foi anunciada e a taxa básica de juros, a Selic, elevada em 0,50 ponto percentual para 11,75%. As medidas foram recebidas como uma tentativa de controle inflacionário, mas não agradaram. Representantes da classe empresarial e também dos trabalhadores reclamaram dos juros, que segundo eles, deverá contribuir ainda mais para o desaquecimento da economia.

Especialistas analisam que o mercado deve reagir gradativamente, mas que o aumento da Selic, isoladamente, não fará o milagre que o país precisa para sair da crise. “Com a inflação perto de 6,5% e o Produto Interno Bruto (PIB) praticamente estagnado desde 2010, o Brasil está parando”, aponta o professor de Economia da IBE Conveniada FGV, Mucio Zacharias.

A indústria, nos últimos quatro anos, teve uma inflação maior que 25% e, entretanto, o empresário não conseguiu repassar ao público a totalidade dessa correção, diminuindo consideravelmente as suas margens e gerando prejuízos. Com o caixa sufocado, a única saída foi recorrer aos bancos e interromper os investimentos e, com isso, não se consegue expandir o negócio e a empresa fica endividada, perdendo ainda mais competitividade.

“Há algo de errado na conta brasileira porque os preços estão subindo, não há demanda e os juros estão altos. Esta combinação de fatores aponta que a situação é grave e que o desafio é bem maior que o controle inflacionário apenas, mas consiste também na busca do equilíbrio dos setores industrial, varejo e serviços”, explica o também professor de economia da IBE Conveniada FGV, João Mantoan.

Neste cenário de incertezas, investidores e gestores se movimentam rapidamente em busca de alternativas à crise através de ferramentas que ofereçam caminhos mais seguros frente à situação.

Novas estratégias

O Institute Business Education, conveniado da Fundação Getulio Vargas (IBE Conveniada FGV), por exemplo, desenvolveu um programa pioneiro, que envolve os três setores da sociedade e estabelece uma aliança de negócios com uma performance diferenciada. Trata-se do InterSector Alliance, que propõe o crescimento intersetorial envolvendo as empresas, governo e sociedade no ritmo empresarial.

“É uma tendência mundial dos negócios, praticada através de uma rede de parcerias e aprendizado firmadas entre representantes dos três setores. Unindo o público, o privado e a sociedade representada por uma instituição do terceiro setor, os resultados são doze vezes melhores que o trabalho de cada uma isoladamente”, explica o presidente da IBE Conveniada FGV, Heliomar Quaresma.

O principal objetivo é promover o desenvolvimento e o crescimento econômico através da geração de relacionamentos, troca de experiências e a implantação de metodologias que auxiliem na tomada de decisões e otimizem os resultados.

São aliados a Baker Tilly Brasil, 8ª maior empresa de consultoria e auditoria do mundo; a CLR Consultoria Empresarial, consolidada em 24 anos de experiência em consultoria jurídica, fiscal e family offices; Intersector Instituto, organização social que incentiva empreendedorismo e inovação em comunidades de vulnerabilidade social e a IBE, maior conveniada da Fundação Getulio Vargas.

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