Big Tech, Big Data, Big Money

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O setor bancário que se cuide. Porque o poder das “big techs” está vindo com força total. A briga agora é grande. Estamos falando de trilhões de dólares, bilhões de usuários e dados pelo mundo. Há potencial de inovação que pode abalar, em pouco tempo, impérios construídos há décadas. Mas por que empresas de tecnologia querem entrar no mercado financeiro?

O Google anunciou no mês passado que entrará no ramo das finanças com sua própria conta corrente, em parceria com o Citibank e uma corporativa de crédito da Universidade de Stanford. É um passo já tomado pela Apple, com o cartão de crédito Apple Card, e pelo Facebook, que tem a criptomoeda Libra e o sistema de pagamentos Facebook Pay. Este último será usado em todas as redes sociais e apps da empresa, atendendo os microempreendedores que usam esses canais para suas vendas.

Outros gigantes já demonstraram interesse em entrar nesse segmento como o Uber e a Amazon. Atrelado a isso, vemos o mercado asiático bem adiantado nesse setor, com estratégias da Samsung e Alibaba. A China hoje é a maior referência de pagamentos por smartphone. De acordo com a consultoria Big Data Research, em 2018, eles somaram US$ 23,2 trilhões em operações. Então, o que está acontecendo nesse mercado?

Esta é uma área com crescimento médio anual de 22,17% para os próximos cinco anos. E o mercado de fintechs deverá atingir a casa dos US$ 305,7 bilhões, em 2023, segundo o relatório Global Fintech Market. No Brasil, hoje um terço das contas correntes já são digitais, segundo dados recentes da consultoria Kantar. E segundo relatório do BID, o Brasil hoje lidera em fintechs na América Latina, com 504 empresas. O movimento da digitalização dos serviços exige que os bancos invistam em inovação.

O cerne dessa discussão vem novamente reafirmar a necessidade de diversificação dos serviços para trazer novas fontes de receita para as gigantes. A estratégia significa também mais acesso a dados dos clientes. E nisso as big techs possuem larga vantagem. Dados hoje são o novo petróleo. As gigantes conquistaram uma vantagem competitiva estando presentes em toda a vida do consumidor – e agora querem usar isso para conquistar novos territórios. Juntas, as cinco gigantes da Nova Economia – Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon e Facebook – valem em torno de US$ 4,6 trilhões. Além de estarem no topo, têm em comum o fato de terem negócios que focam em serviços de assinaturas – ou seja, receita recorrente.

Por terem mais acesso a dados dos usuários, as big techs estão mais próximas de seus clientes, identificando os gaps de mercado e transformando-os em oportunidades. Os modelos de negócios tradicionais e às formas de oferta de serviços financeiros terão que se adaptar aos novos tempos.

Fonte: Terra

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