As Tendências Para A Internet Em 2019

As tendências para a internet em 2019 – No ano passado, 51% do planeta tinha acesso à internet, o que corresponde a 3,8 bilhões de pessoas. Para os mais pessimistas, o número pode estar longe do ideal, mas é mais do que suficiente para justificar a agitação em torno do Internet Trends Report, relatório tido por alguns como o mais esperado do Vale do Silício.

Apresentada nesta semana por Mary Meeker, ex-sócia da Kleiner Perkins Caufield & Byers, atual sócia da firma de capital de risco Bond Capital e muitas vezes creditada como “rainha da internet”, a pesquisa resultou em uma apresentação com 333 slides recheados de dados e análises sobre empresas de tecnologia, comportamento digital, propaganda on-line e assim por diante.

Entre os destaques, está o crescimento dos serviços de entrega na América Latina, como o oferecido pela colombiana Rappi, e a substancial inovação em empresas de tecnologia fora dos EUA, especialmente no setor de pagamentos. O relatório cita como exemplo o Nubank, pelo uso de dados para o desenvolvimento de relacionamentos personalizados com o cliente, e o Mercado Libre, que tem no seu portfólio produtos que facilitam o acesso a serviços financeiros para milhões de latino-americanos sem conta bancária.

Chama atenção ainda o crescimento do e-commerce, que já corresponde a 15% das vendas do varejo. Embora o setor tenha visto seu crescimento se desacelerar no primeiro trimestre deste ano, com uma alta de “apenas” 12,4%, o avanço segue à frente das vendas tradicionais, que cresceram 2%.

Os gastos com publicidade online também estão crescendo e em 2018 aumentaram 22% nos EUA. Segundo o relatório, a maior parte do investimento ainda vai para o Google e o Facebook, mas empresas como a Amazon e Twitter começam a conquistar espaço. Outro dado que chama atenção é o de anúncios programáticos, que correspondem a 62% de toda a compra de propaganda e deve seguir em ascensão.

Por outro lado, o relatório adianta que a publicidade direcionada deve enfrentar uma série de obstáculos, principalmente com regulamentações que buscam preservar as informações do usuário. Privacidade, por sinal, tende a se tornar um ótimo negócio e as opções para tornar as comunicações on-line mais segura devem se multiplicar.

Para se ter uma ideia, no primeiro trimestre deste ano, 87% do tráfego global de mensagens foi criptografado. Três anos atrás o índice não passava dos 53%. Outro setor que deve crescer no meio online é o da saúde, com um provável aumento de consultas digitais.

Quando o assunto é comportamento do usuário, vale ficar de olho no tempo que ele passa conectado, na valorização da imagem como forma de comunicação e na polarização e conflitos nas redes sociais.

Segundo os dados levantados, os americanos estão gastando mais tempo com a mídia digital do que nunca: 6,3 horas por dia em 2018, 7% a mais que no ano anterior. Além disso, mais de 50% das impressões do Twitter, rede social que durante muito tempo só permitia texto, agora envolvem postagens com imagens, vídeos ou outras mídias. Um último alerta é para o discurso de ódio: pelo menos 42% dos adolescentes nos EUA já sofreram com ataques na internet.

Para completar, Mary Meeker ressalta o papel da tecnologia na rentabilidade das empresas. No ano que passou, apenas 3 das 10 organizações mais valiosas do mundo não são do setor de tecnologia — Berkshire Hathaway, Visa e Johnson & Johnson. A lista completa é:

1. Microsoft
2. Amazon
3. Apple
4. Alphabet
5. Berkshire Hathaway
6. Facebook
7. Alibaba
8. Tencent
9. Visa
10. Johnson & Johnson

Já quando olhamos para as 25 mais valiosas, é impossível não reparar que 60% foram fundadas por imigrantes ou filhos de imigrantes. Isso, segundo a pesquisadora, indica que as novas leis de imigração americanas podem afetar negativamente a indústria de tecnologia no país e talvez impedir que o próximo Elon Musk chegue aos EUA.

Fonte: Época Negócios

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