COLUNA DA PROFESSORA ROSA PERRELLA

 

As tendências mundiais e as mudanças de paradigmas nas empresas
Rosa Perrella
Nesta semana, quero compartilhar o artigo de Paulo Baldner, mestre da FGV do RJ, que selecionei para entusiasmar meus alunos, no curso de capacitação gerencial em Gestão e Liderança, que iniciarei neste mês, que fala da forte influencia que a globalização da economia mundial nos apresenta.
“O século XXI requer novas técnicas de gestão inovadoras, principalmente no que se refere ao ativo humano. É essencial que se desenvolva processos integrados e fundamentados nas competências, investindo em seus colaboradores como empreendedores ao invés de meros cumpridores de normas e procedimentos.  O corpo funcional passa a ser visto como participante ativo do negócio organizacional.
O momento atual exige não só a contratação da mão-de-obra, mas que se contrate a mente e o coração das pessoas. De nada adiantam modernas técnicas de gestão, equipamentos e sistemas sofisticados se não houver pessoas emocionalmente equilibradas para fazê-los funcionar, para fazer o negócio acontecer. Como conseguir este equilíbrio? Através da competência gerencial, em que o gestor desenvolve, cada vez mais, de forma integrada seus conhecimentos, habilidades e atitudes, para lidar com seus colaboradores.
Considerada a era da informação, o 3º milênio propõe uma nova oferta de trabalho. Os modernos sistemas integrados de gestão surgem como parte da globalização, diminuindo o efetivo humano, trazendo a época dos serviços – que requer profissionais qualificados de forma diferenciados, perfeitamente capacitados para usar o equilíbrio de sua competência na relação com o consumidor.
Cabe ao gerente então, dentro do enfoque moderno de gestão, auxiliar o corpo funcional a desempenhar atribuições que agreguem valor ao negócio, desenvolvendo seu banco de talentos. Para tal, é preciso, antes de qualquer coisa, que o gestor esteja aberto ao autodesenvolvimento.
Para iniciar, ele deve definir seu perfil executivo, suas competências básicas, investindo em seu potencial, preparando-se no desenvolvimento de seu papel como gerenciador de talentos. Ele é, melhor que qualquer outra, a pessoa indicada para identificar as necessidades humanas de sua área.
Antigamente, os recursos humanos ficavam sob responsabilidade da área de RH, hoje isso é atribuição gerencial. O profissional de RH deve assumir o papel de consultor interno, orientando e facilitando ao gerente no que diz respeito aos processos necessários para corrigir desvios na desempenho do desempenho de sua equipe. Quanto à escolha, identificação de talentos, avaliação e acompanhamento profissional, isso é papel gerencial.
E como consultor interno, cabe ainda, ao profissional de RH, o papel de agente de mudanças, de catalisador, de disseminador de inovações que venham contribuir para a performance organizacional.
Está mais do que provado que a competência gerencial é fundamental para o desempenho e a produtividade das empresas.  Tudo o que acontece de positivo ou negativo nas organizações está geralmente relacionado com o maior ou menor nível de competência gerencial. Por isso que o desenvolvimento do executivo é prioritário.
A competência gerencial é o resultado da soma e da inter-relação de conhecimentos, habilidades e atitudes, aliadas às características pessoais e profissionais exigidas pelo cargo. Para o desenvolvimento da competência é preciso que o gestor busque e crie condições para que aprenda e se disponha a utilizar os instrumentos de gerência.
Quanto mais alto o nível do gestor, maior será a exigência nas relações interpessoais, pois a flexibilidade em mudar suas atitudes o ajudará na arte da liderança. Para tal, é preciso a auto-avaliação constante, a busca do autodesenvolvimento.
Poucos são os executivos que estão suficientemente conscientes de seu papel e como desenvolver suas competências. Convém que, além de atualizarem-se – vivemos numa era de informação – familiarizem-se com a cultura organizacional, para que possam traçar planos de desenvolvimento de acordo com os desafios do mercado e da empresa.
À medida que for consolidando seu papel de agente de mudanças, o profissional terá aumentado grandemente sua eficácia e fornecida contribuição significativa para os resultados organizacionais.
A Liderança é necessária em todos os tipos de organização humana, principalmente nas empresas, onde uma boa Liderança pode gerar satisfação num grupo de pessoas envolvidas pelo líder, assim como uma má Liderança pode gerar separação do grupo não atingindo o mesmo objetivo da organização.
Hoje em dia o espírito de Liderança é muito valorizado, tanto no âmbito profissional como no pessoal, ser Líder não é ser o “chefe” ou o “gerente”, é muito diferente disto.
Os Líderes autênticos são pessoas que já absorveram a verdade fundamental da existência: que não é possível fugir das contradições inerentes à vida. A mente de Liderança é ampla. Ela tem espaço para as ambigüidades do mundo, para sentimentos conflitantes e ideias contraditórias
Trabalhar com pessoas e com grupos é lidar diretamente com a resistência. Liderar é manejar com decisões que nem sempre agradam as pessoas, é administrar conflitos de interesses, é imprimir novas realidades, normas, procedimentos.
A liderança está relacionada com a tomada de decisões programadas e não programadas. As programadas partem de uma rotina e de um aprendizado. São decisões as quais o sujeito foi orientado a tomar e treinado para isto. As não-programadas estão inseridas num contexto novo, onde o sujeito que tomará a decisão se depara com uma situação a qual ela fará uso de um julgamento. Este julgamento depende de alguma maneira indefinida de experiência, percepção e intuição somadas a um espírito criador.”
Rosa Perrella é consultora em gestão de pessoas, coaching e mentoring organizacional, palestrante e professora nos cursos de Pós Graduação e de Capacitação Gerencial na IBE FGV Campinas. Especialista em gestão de lideranças e desenvolvimento de equipes.  Mestranda em Educação, formada em Administração,  com  MBA em Desenvolvimento Humano de Gestores pela IBE Conveniada FGV Campinas, além de Pós-graduação em Gestão Estratégica de Negócios, Psicologia Transpessoal, Marketing Empresarial, Gestão de Pessoas e Negociação Avançada.
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