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Martin Reeves diz que um CEO que quer levar sua companhia para o futuro precisa se concentrar em uma pergunta: “quão bom é meu jogo?”. Simplificando: saber quais são suas vantagens, que visão quer trazer para o negócio para que ele continue crescendo e, principalmente, inovando. O desafio, porém, é que o ambiente externo está em constante mutação e o executivo precisa escolher a estratégia correta para isso. Ou, como ele bem colocou em sua palestra na HSM Expo 2016 nesta segunda-feira (07/11): “As empresas precisam ser ambidestras, tocar e reinventar seu negócio ao mesmo tempo. ”

No comando do BCG Henderson Institute, Martin Reeves é o autor de “Your Strategy Needs a Strategy: How to Choose and Execute the Right Approach” (Sua estratégia precisa de uma estratégia: Como escolher e executar a abordagem correta), que ele destrinchou diante da plateia do evento.

Ele exibiu o que define como uma paleta estratégica que propõe cinco abordagens distintas para a estratégia: clássica, adaptativa, visionária, modeladora e de renovação. Para que uma empresa garanta sua continuidade e crescimento, pode se valer de uma dessas estratégias para uma ou mais áreas — não necessariamente para toda a empresa. “A abordagem certa tem de estar direcionada para o ambiente certo”, disse. “Companhias precisam ser ativas em todas essas pontas para durar.”

Segundo ele, uma das maneiras de se caminhar nessa direção é fazendo perguntas. Ainda que não se tenha todas as respostas, sempre há o mérito de sinalizar para os funcionários o que deveriam estar pensando para chegar nesse objetivo. “Posso planejar meu futuro? Se sim, vamos fazer isso. Posso moldar meu futuro? Fazer perguntas é importante.”

Como exemplo de uma empresa que se reestruturou pensando em estratégias para continuar lucrando hoje e mais para frente, ele citou o Google, que reformatou seu modelo sob o guarda-chuva Alphabet. Com isso, o Google continua crescendo e fazendo dinheiro, enquanto outros braços da companhia experimentam negócios que podem render em breve.

Em alguns casos, há empresas capazes de criar um mercado novo e moldá-lo à sua maneira, com uma vantagem competitiva, como é o caso da 23andMe, que praticamente “inventou” o setor de testes genéticos para o consumo direto. “Se você consegue pensar em uma empresa com essa abordagem visionária, terá muito tempo antes que tenha concorrência no mercado”, disse Reeves.

Para CEOs de olho na continuidade e na inovação de suas companhias, há cinco ações imperativas a tomar: 1-Combinar a abordagem da estratégia ao ambiente; 2-Construir capacidades adaptativas e de modelagem (shaping); 3-Adotar contradições; 4-Ficar longe da armadilha do sucesso; 5-Ser o animador. “O papel do líder nas organizações hoje é animar uma colagem de abordagens para a estratégia da empresa”, ensina Martin Reeves.

Fonte: Época Negócios

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