Acessibilidade

Alunos da IBE Conveniada FGV projetam EAD acessível – Trabalho de conclusão curso foi contemplado como um dos 20 melhores da escola e estará no livro Top Projects deste ano

Propor uma solução inovadora para possibilitar a interação dos usuários com ou sem deficiência com as interfaces gráficas computacionais nos ambientes de aprendizagem virtuais (AVA’s), especificamente no Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment (Moodle) ou ambiente modular de aprendizagem dinâmica orientada a objetos, de forma que ocorra a integração entre eles.

Este é o projeto “Ambiente de Educação a Distância Sustentável, Acessível, Colaborativo e os Impactos na Sociedade”, propostas pelos alunos Fabíola Calixto, Ana Paula Costa e Henrique Salustiano e Vitor Leite Camargo. Para colocá-lo em prática, de acordo com eles, o investimento deve ser de aproximadamente R$ 10 mil.

“Quando uma plataforma online se torna acessível, ele resgata a imagem da empresa para aqueles usuários que não conseguiam acessá-lo anteriormente”, conta Fabíola. Segundo ela, a acessibilidade na web demonstra o compromisso da organização em estabelecer a igualdade de oportunidades. “Por isso mesmo, impacta em significativa melhoria da imagem da empresa, com o consequente fortalecimento da marca”, explica.

De acordo com o estudo dos alunos, esses diversos aspectos podem conduzir ao crescimento da educação a distância, com possibilidade de atingir 100% do público-alvo. Além disso, a implantação do projeto melhora a experiência do usuário.

A User Experience (UX) é um aspecto essencial do design de uma plataforma online, que visa melhorar a experiência que um usuário tem ao navegar pela plataforma. “A UX é o processo de aumentar a satisfação do usuário, melhorando a acessibilidade, usabilidade e eficiência da interação do usuário com os ambientes digitais”, destaca Ana Paula.

Para o grupo que elaborou o trabalho, os motores de busca também são impactados com o projeto. “A acessibilidade contribui para que o site seja encontrado com muito mais facilidade pois o código é estruturado de uma forma semanticamente correta”, complementa ela.

Projeto

A solução conta com um desenvolvimento sustentável que cumpre os quesitos das Diretrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG), para o desenvolvimento de uma página acessível.

Para que o projeto não se limitasse à teoria, os alunos ouviram a comunidade escolar e investigaram as dificuldades enfrentadas pelos usuários com ou sem deficiência para conseguir estudar e interagir através de um curso a distância.

“Essa pesquisa, disponível em todosead.com.br/, feita diretamente com os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem contribuiu de maneira enriquecedora para o desenvolvimento e a criação do Innova Moodle, de maneira que o produto viesse a atender às necessidades dos usuários, integrando-os e diminuindo as barreiras existentes, além de diversos benefícios”, ressalta o outro participante, Henrique.

“Por muitos alunos com limitações físicas dependerem de terceiros, para a plena aprendizagem no ambiente virtual, estas pessoas solidárias ao conhecimento também foram ouvidas.

Isto trouxe olhares diferentes de quem não tem uma limitação, mas acompanha de perto como é o aprendizado destas pessoas”, finaliza Vitor Camargo, também integrante do grupo.

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