O mundo executivo é interpretado com grande glamour, porém, a realidade está longe disso. Pesquisadores apontam que 84% dos executivos são infelizes no trabalho, 76% acessam e-mail profissional nos horários de descanso, 58% acham que os cônjuges estão descontentes com seu ritmo excessivo de trabalho e mais de 54% estão insatisfeitos com o tempo dedicado à vida pessoal.

Os fatos levam a crer que cobranças intensas para o cumprimento de metas e obtenção de resultados fazem com que jornadas de 15 horas não sejam exceções.

Está posto um grande desafio aos executivos que, no geral, reproduzem acriticamente a lógica organizacional, construindo alternativas que privilegiam estratégias individuais. Há uma barreira a ser ultrapassada: a concepção de “capital humano”, que modela a formação dos executivos para atuarem como matrizes de uma conduta a ser disseminada pela sociedade.

Capacidades, habilidades e conhecimentos são pensados como equipamentos e meios de investimento que devem propiciar retorno lucrativo, ou seja, um processo no qual o trabalhador passa a ser compreendido como empresa e empresário de si mesmo. Espera-se que cada um assuma sozinho os riscos de suas decisões e seja responsabilizado integralmente por elas. Questões como desemprego e formação profissional transformam-se em responsabilidades do trabalhador, recaindo sobre seus ombros a gerência de fenômenos alheios ao seu controle.

*Texto baseado em matéria da revista GV-Executivo

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