Inteligência Emocional

Por conta da volatilidade das transformações causadas pela pandemia, as empresas precisaram – da noite pro dia – rever processos de produção, atendimento e entrega das demandas, de forma prática, rápida e inteligente, afinal, em momentos de crise, a redução de erros e de despesas desnecessárias é fundamental.

Outro ponto é que, com o prolongamento da situação, o cenário econômico tem alarmado gestores de diversos seguimentos. Além do aspecto financeiro, somam-se os desafios diários das organizações, onde líderes precisam pensar na saúde e segurança de seus colaboradores de forma específica para a prevenção da doença.

De fato, lidar com todas essas mudanças não tem sido nada fácil. Aos poucos, as empresas estão se adaptando, líderes estão aprendendo a lidar com as emoções, aplicando, principalmente, os conceitos da inteligência emocional, característica notada em grandes líderes e chave do sucesso para tudo que se deseja construir.

A seguir, conheça os pilares dessa habilidade, além de dicas sobre como desenvolvê-la.

 

O que é a inteligência emocional?

Para Goleman, inteligência emocional é a “capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos”.

De acordo com o escritor, ela permite conhecer e gerenciar as próprias emoções e entender o comportamento do outro, indo além dos aspectos cognitivos – como a memória ou a capacidade de entender os problemas.

Já para Salovey e Mayer, inteligência emocional é “a capacidade de perceber e exprimir a emoção, assimilá-la ao pensamento, compreender e raciocinar com ela, e saber regulá-la em si próprio e nos outros”, dividindo-a em quatro domínios:

  1. Percepção das emoções– inclui habilidades envolvidas na identificação de sentimentos por estímulos, como a voz ou a expressão facial, por exemplo. A pessoa que possui essa habilidade identifica a variação e mudança no estado emocional de outra.
  2. Uso das emoções– implica a capacidade de empregar as informações emocionais para facilitar o pensamento e o raciocínio.
  3. Entender emoções– é a habilidade de captar variações emocionais nem sempre evidentes em si e no outro;
  4. Controle (e transformação) da emoção– constitui o aspecto mais facilmente reconhecido da inteligência emocional – é a aptidão para lidar com os próprios sentimentos.

 

Em resumo, a habilidade da inteligência emocional permite administrar impulsos, gerar automotivação para buscar estímulos para alcançar metas e objetivos, além de auxiliar nos processos de superação de frustrações, reforçando a autoconfiança.

O fato é que a inteligência emocional é uma competência e, portanto, pode ser desenvolvida

 

Afinal, quais são os pilares da inteligência emocional?

Estudando ao longo de 30 anos sobre o assunto, Daniel Goleman, autor de inúmeros best-sellers sobre o tema, e Richard Boyatzis, professor de psicologia da Case Western Reserve University, em artigo para o site da Harvard Business Review, chegaram a um resumo das características que compõem esse tipo de inteligência. Confira a seguir:

 

1 – consciência de si mesmo

Descreve a capacidade de conhecer suas próprias emoções. Faça o teste: tente escrever numa folha de papel, com a maior quantidade possível de detalhes, o que você sentiu em um momento difícil da sua carreira. Quanto mais específicas, ricas e precisas forem as suas palavras, maior o seu autoconhecimento provavelmente é. Compreender as suas emoções mais íntimas é fundamental para usá-las a seu favor. Ter consciência de si mesmo também significa saber quais são os seus limites e ter autoconfiança sobre os seus pontos fortes.

2 – gestão de si mesmo

Aqui estão presentes quatro habilidades: autocontrole emocional, capacidade de adaptação, orientação para os resultados e otimismo. Essas capacidades são essenciais para não se desesperar diante de situações adversas e manter o foco no trabalho, com a convicção de que tudo acabará bem. Quem tem essa competência não reage por impulso e consegue lidar mais facilmente com a mudança.

3 – consciência social

Ser dotado desta competência significa ter consciência organizacional, isto é, a aptidão de ler o estado emocional de um grupo e suas relações de poder. Outro componente deste pilar é a empatia, que descreve a capacidade de compreender os sentimentos e perspectivas das outras pessoas e colocar-se no lugar delas. Tudo isso ajuda a prever situações de conflito e se antecipar aos seus efeitos.

4 – gestão de relacionamentos

Aqui, estão incluídas as seguintes capacidades: influência, mentoria, administração de conflitos, trabalho em equipe e liderança inspiradora. Em resumo, descreve a capacidade de induzir atitudes desejáveis em outras pessoas. Pessoas com facilidade para gerir relacionamentos sabem como desenvolver seus liderados, dar feedbacks negativos, criar grupos de trabalho motivados, vencer negociações e dissolver mal-entendidos.

 

Como desenvolver a inteligência emocional?

Cada vez mais acirrado o mercado de trabalho, um profissional com inteligência emocional sai na frente, afinal, ele conhece suas reações diante de diferentes circunstâncias, permitindo lidar com as suas próprias emoções, possibilitando trabalhar com pessoas de diferentes temperamentos e formações nas situações mais difíceis com os clientes, chefia, e com outros colegas no ambiente de trabalho.

Conectando emoções, essa importante competência é capaz de nos direcionar efetivamente para outros seres humanos e para nós mesmos, podendo ser utilizada para facilitar as ações da liderança, a inteligência emocional pode auxiliar a rotina e desempenho de toda a equipe. Entre os benefícios dessa prática estão:

– Facilita a tomada de decisões

– Permite enxergar as críticas como oportunidades

– Traz flexibilidade na conduta profissional

– Evita o burnout

– Ajuda no aperfeiçoamento profissional

 

Dicas para desenvolver a inteligência emocional

Indispensável para o planejamento e execução de atividades empresariais, englobando a liderança, gestão e organização e, consequentemente, facilitando o trabalho em equipe, ao desenvolver a inteligência emocional, também se desenvolve a empatia, ou seja, consegue se colocar no lugar do outro, resultando em um convívio saudável na empresa.

A seguir, um resumo de algumas dicas já publicadas em nosso blog, para desenvolver inteligência emocional

  • Desperte a autoconsciência: saiba exatamente como você reage às emoções que as situações e pessoas no dia a dia lhe oferecem, ou seja, conheça os seus sentimentos. Para isso, faça um diário de bordo, anote tudo o que sentiu nos momentos mais importantes do dia.
  • Lidere as suas emoções: conhecer as suas emoções fará de você uma pessoa mais segura, mas para ter resultados é preciso entrar em ação e definir as emoções que o levarão ao equilíbrio dos seus objetivos. Defina suas prioridades para usar os sentimentos a seu favor.
  • Reconheça as emoções dos outros: pratique a empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro para interpretar as suas vontades, necessidades e consequentemente compreender as suas emoções. Pessoas com grande empatia imaginam sempre como gostariam de ser tratadas se estivessem nas mesmas condições do outro.

 

Em resumo, ao escolher as emoções essenciais para cada momento, você estará liderando a si mesmo e, de fato, sendo mais produtivo no que estiver fazendo.

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