Liderar

A gestão pela influência: como ser um líder na nova mão-de-obra – A influência está em todos os lugares: vivemos em meio a uma eleição, com exibições de tudo o que é bom e ruim. Aproveitem, pessoas talentosas, desfrutem do espetáculo. No meio tempo, do meu ponto de vista, este ano também é crucial na área da gestão de talentos. Todas as nossas especulações já não estão no tempo futuro. Estamos falando do agora. Vamos conversar sobre como dizer às pessoas o que elas têm que fazer.

Se a frase que acabei de dizer tiver te incomodado, eu concordo com você. Uma gestão eficiente, principalmente na área dos talentos, já não depende apenas da habilidade de comunicar uma ordem de forma objetiva, disseminando-a e vendo um efeito cascata do ponto A aos departamentos B a Z. E há quatro motivos principais por que já não dá para ter a expectativa de colocar uma coroa na cabeça e conseguir ser levado a sério em 2016:

  • As atmosferas de trabalho são planas;
  • A cultura de trabalho quer ser realista;
  • O globalismo não é só global, ele é intrínseco;
  • Os dados de big data são algo muito maior que nós mesmos.

Tão plano quanto um universo

Analisem a atmosfera de trabalho: estamos na era de um achatamento. A nossa preferência por uma cultura de trabalho que valoriza a transparência, a autenticidade e a liderança emocional vão de encontro à nossa fé nas hierarquias de cima para baixo – tanto nas diretrizes quanto nas políticas. Já não basta dizer algo aos vice-presidentes e esperar que eles transmitam as ordens ao longo da cadeia. Para início de conversa, não temos mais os mesmos tipos de divisões (consulte o comentário acima).

Além disso, outro aspecto intrínseco à natureza das organizações mais planas não é apenas a sua própria demanda por transparência (porque regular as informações disponíveis aos integrantes da empresa é um inimigo da colaboração criativa), mas também outro elemento: a soberania. Conforme as equipes passam por uma consolidação em direção à conquista de suas próprias metas, elas acabam percebendo que, a fim de funcionar direito como uma micro-organização, é melhor atuar com independência valorizando suas próprias prioridades.

Mas como saber se está funcionando? Com dados de analytics que conseguem fazer medições globais e flexíveis, não vale a pena ter um motor central que só sirva para calibrar a si mesmo. Além do mais, quanto mais plana uma área, mais difícil é enxergar tudo o que existe à volta. Sendo assim, os dados de analytics funcionam melhor com uma abordagem em circunferência. E, já que estamos lidando com um contexto de atenção 24 horas por dia e sete dias por semana, precisamos de uma perspectiva 360º em tempo real, e há uma quantidade simplesmente grande demais de dados para ignorá-los.

O paradoxo

Ao ser descentralizada com matrizes separadas e equipes que determinam suas próprias funcionalidades e prioridades, essa estrutura mais plana cria um novo paradoxo. Isso demanda mais comunicação e clareza, não menos – só é necessário envolver muito mais persuasão no processo. No entanto, o que devemos fazer para convencer todo mundo a compartilhar dessa missão e se esforçar para ajudar os outros e cumprir as metas gerais? Como podemos alinhar melhor as equipes isoladas e suas prioridades com a missão da empresa?

É impossível conseguir isso por meio de uma venda – o que, conforme descrito muito recentemente, destrói a autenticidade. Embora a discussão fosse sobre as táticas de venda, o campo do talento envolve estratégias de marketing parecidas que vão da marca do empregador à esfera social. Assim, estatísticas como “98% dos representantes de vendas com mais de cinco mil contatos no LinkedIn batem as metas” (Índice de Referência de Vendas) dizem muito.

A mais nova e mais importante habilidade da qual todo gestor precisa é a influência. Não é uma questão de persuasão. Não é uma questão de envolvimento. Não é uma questão de esforços individuais. O que importa é ter mais colaboração que nunca. Isso tudo está muito relacionado com a ascensão das mídias sociais e, como esses meios de comunicação já são algo completamente normal, essa nova realidade também passou a ser normal. Uma abordagem atualizada: confere. Isso é mais importante do que nunca e vai continuar sendo cada vez mais crucial.

Este artigo foi escrito por Meghan M. Biro da Forbes e licenciado oficialmente pela rede de editores NewsCred.

Fonte: Content Loop

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