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Escolaridade é essencial para o sucesso no mercado de trabalho

Todos sabemos sobre a importância da educação para que qualquer nação no mundo tenha uma economia competitiva e uma democracia sólida. Hoje, vamos falar da importância dessa área no âmbito da vida pessoal de cada cidadão.

Estudo realizado pelo professor Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), aponta que, em média, no Brasil, um ano a mais de escolaridade aumenta em 15% a renda de uma pessoa. Com ensino superior, esse percentual sobe para 47%. Ou seja, é uma questão matemática: quem estuda mais tem mais sucesso no mercado de trabalho, o que consequentemente gera uma vida financeira mais estável.

É consenso que o mercado de trabalho cada vez mais exige pessoas mais colaborativas, resilientes, criativas, comunicativas, entre outras competências que chamamos de socioemocionais. Então, se a escola não der conta de desenvolver essas habilidades, nosso sistema educacional vai continuar replicando as desigualdades que vemos hoje.

Profissionais de nível socioeconômico mais elevado têm a oportunidade de desenvolver essas competências (em casa, na escola ou em outros ambientes de educação formal ou informal), enquanto os de nível socioeconômico menos elevado têm acesso limitado ao básico, o que por si só já não seria suficiente para o êxito no mercado de trabalho.

Cidadãos que têm a oportunidade de acesso à educação de qualidade, além de conseguirem mais sucesso na vida acadêmica e pessoal, geralmente escolhem suas carreiras e são profissionalmente realizados. Já quem não estuda está à mercê dos movimentos do mercado: pode ser escolhido ou não.

Segundo o mesmo estudo da FGV, uma pessoa que completa todo o ciclo de educação (ensinos básico, médio e superior) recebe em média cerca de R$ 4.500 mensais. Já uma pessoa sem instrução recebe em média aproximadamente R$ 400 por mês, menos do que um salário mínimo.

Os números mostram que o sucesso profissional está diretamente atrelado à quantidade e à qualidade dos estudos. Com raríssimas exceções, quem não frequenta a escola por muitos anos tende a ser excluído dos melhores cargos do mercado de trabalho, e ter que gastar muito suor para ter um salário baixo no fim do mês. E ainda sempre correr o risco de perder a vaga para alguém com formação melhor.

Para mudar esse cenário, a causa da educação de qualidade precisa ser tratada como prioridade no Brasil. E o foco tem que ser o sucesso do aluno, pois não podemos mais continuar jogando fora os nossos talentos.

Fonte: Adaptado de post de Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna.

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