4 características do médico de família que são exemplares para todo profissional de saúde

4 características do médico de família que são exemplares para todo profissional de saúde

Adotar algumas práticas do médico de família e comunidade, especialidade cada vez mais procurada atualmente, ajuda a alcançar um melhor resultado junto ao paciente. Capacitado para atender pessoas desde o nascimento, esse profissional busca aliar a prática da medicina com a bagagem de quem o procura para a realização de um tratamento.

Antes de tudo, assim como o médico de família e comunidade, o profissional da saúde precisa praticar a empatia. Para José Carlos Arrojo Júnior, Médico de Família e Comunidade e Coordenador da Residência em Medicina de Família e Comunidade do Hospital Santa Marcelina, é preciso criar vínculo e assistir o paciente de forma integral desde o primeiro contato.

“É fundamental tratá-lo como uma pessoa única e levar em consideração seus sentimentos, ideias e expectativas. Nesse sentido, as habilidades de comunicação são essenciais e trabalham em conjunto com uma boa formação clínica, o que permite também o olhar para o indivíduo no âmbito de sua família, da sociedade e de sua competência cultural. Ser médico de família é, antes de tudo, ser especialista em gente”, comenta.

1 – Atenda o paciente de forma integrada

Independentemente da especialização do profissional da saúde, atender o paciente de forma integrada é fundamental para o tratamento da enfermidade de forma mais eficiente. Para isso, o médico pode desenvolver um perfil mais generalista, que entenda o paciente em sua totalidade.

“O especialista domina sua área de atuação, mas também deve saber perceber e entender o paciente em sua totalidade para discernir, além do diagnóstico, o prognóstico e a indicação terapêutica. Além disso, é preciso orientá-lo em relação ao estilo de vida, cuidados com as emoções e a necessidade ou não de um acompanhamento multiprofissional que envolva outros agentes de saúde”, pontua Roberto Debski, médico e diretor da Clínica Ser Integral de Santos.

2 – Adapte-se à realidade de quem você cuida

Para conseguir tratar o paciente de forma eficiente e integrada, permitir-se ser um médico customizado e adaptado à realidade de quem cuida fará diferença no resultado final. “Isso possibilita que o médico seja extremamente resolutivo e resolva grande parte dos problemas que a ele chega, sem a necessidade de expor os seus pacientes a um cansativo percurso e exposição desnecessária pela rede de saúde”, ressalta Júnior.

3 – Comunique-se de forma eficiente

Saber se comunicar de forma assertiva e empática, associado à percepção e sentimentos compartilhados sobre a natureza do problema, aos objetivos do tratamento e do suporte psicossocial necessário faz parte de um tratamento efetivo. Assim, os pacientes tendem a se mostrar mais satisfeitos, partilham mais informações pertinentes para o diagnóstico e aderem mais tratamento.

“Geralmente, os médicos superestimam suas habilidades de comunicação. Os problemas que acontecem entre os profissionais da saúde e pacientes, que levam inclusive a processos e reclamações em órgãos de defesa do consumidor e na Justiça, se devem muito mais à própria relação profissional em si do que a problemas técnicos”, pontua Debski.

4 – Dê atenção às queixas ocultas

Outra característica essencial para um atendimento mais eficiente é entender não somente a reclamação mais óbvia que leva o paciente à consulta, mas também as queixas ocultas e que podem fazer total diferença no tratamento. Saber escutar e levar em consideração a realidade socioeconômica fará diferença no tratamento integrado.

“As queixas que habitam um olhar choroso, uma face aflita e que, por vezes, são as verdadeiras causas dos problemas de saúde, são grandes desafios. Para que se possa ser mais empático e, assim, acessar com mais profundidade o paciente, é extremamente necessário deixar nossos problemas e preconceitos do lado de fora do consultório, utilizar do recurso do toque que acolhe, da escuta qualificada e, principalmente, transmitir a sensação de ‘estamos juntos’ e de que o percurso terapêutico a ser seguido não será solitário, mas feito lado a lado”, conclui Júnior.

Fonte: Conexões Unimed

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