Aquele modelo de carreira no qual permanecer por anos em uma empresa era sinônimo de sucesso, está com os dias contados. A nova movimentação do mercado, impulsionada pela chamada geração Y, acontece de maneira extremamente dinâmica e, atualmente, os profissionais é quem delegam suas trajetórias.

De acordo com a Pesquisa dos Profissionais Brasileiros, realizada pela Catho no ano passado com mais de 50 mil respondentes de todo o país, os principais motivos para aceitar uma nova proposta de emprego são a perspectivas de plano de carreira e crescimento na empresa (28,6%), seguidos de um salário mais atrativo e pela busca de maiores e novos desafios, com 23,2% e 14,3%, respectivamente.

Outros fatores citados, com menores índices, foram: possibilidade de mudança de área, proximidade entre casa e trabalho, reputação da empresa, possibilidade de subir de nível hierárquico e pacote de benefícios mais atrativo.

Segundo Marcelo Cardoso, consultor e coach, hoje os profissionais mudam de trabalho por dar preferência a um salário de R$ 200, R$ 300 maior. “Isso acontece porque a vontade de crescer na carreira, independentemente das condições que as empresas dão, e a gana de criar cada vez mais independência financeira, fazem as pessoas migrarem para organizações onde se sentem mais desafiadas, em diversos sentidos”, contextualiza.

 

Hora de mudar?

A oferta de trabalho está maior, impulsionada pelo número de atividades que se multiplicaram nos últimos anos. As novas tecnologias e a internet fizeram com que um novo e gigantesco mercado surgisse e amadurecesse, o que colaborou para uma mudança brusca do cenário de emprego em todo o mundo.

Os profissionais buscam por novas e desafiadoras oportunidades, mas precisam saber qual é o momento certo para trocar de emprego. Questões como aquecimento do mercado, satisfação pessoal e qualidade de vida precisam ser colocadas na ponta do lápis.

Hora de mudar?“A falta de interesse nas atividades do dia a dia, não se sentir mais tão integrado com a equipe e até mesmo o adoecimento, são fortes indícios de que aquele não é mais o lugar ideal para desenvolver a profissão”, indica Vera Lorenzo, coach de carreira.

Ainda para ela, quando também não há uma perspectiva de aumento e, muitas vezes, se os valores praticados pelo mercado são maiores do que o salário atual, “talvez seja a hora de mudar”.

 

Influência das empresas

No momento de reflexão sobre a mudança de emprego, uma conversa franca com o gestor direto é fundamental – é ele quem precisa dar o apoio necessário para a ocasião, e até mesmo tentar reter seu subordinado.

Conversar sobre ações e tarefas que possam mudar para melhorar o quadro atual é saudável, não só para o profissional, mas também para o clima organizacional como um todo.

“Muita gente só procura o líder para comunicar algum tipo de insatisfação já em um estágio insustentável. É recomendável ter um diálogo aberto, para que qualquer tipo de reclamação seja comunicada com naturalidade”, comenta Vera.

A coach acrescenta que as empresas falham ao não oferecerem uma política de retenção de talentos que valorize, efetivamente e individualmente, os funcionários, principalmente no quesito plano de carreira, algo que precisa estar bem definido para que os profissionais se sintam seguros onde estão atuando.

Fonte: O que impulsiona os profissionais a mudarem de emprego | Portal Carreira & Sucesso

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