É hora de fazer pós-graduação? Dúvidas na carreira

Fazer uma pós-graduação nem sempre garante melhor emprego ou salário. Antes de gastar todas as suas economias em uma, com a ilusão de que sua carreira decolará, reflita. “Não adianta fazer um curso da moda sem saber se a área na qual você trabalha absorve isso”, afirma Janaina Ferreira, professora. De acordo com ela, há profissões nas quais a experiência e cursos de curta duração podem ser mais valorizados pelo mercado.

 

Para Daniela do Lago, que é professora de cursos de MBA da FGV, fazer uma pós-graduação sem experiência profissional reduz seu aproveitamento em sala, pois muitos temas discutidos nas aulas são baseados em experiências profissionais. “Tem muita gente sem experiência e com muita qualificação acadêmica. É preciso saber onde investir seu dinheiro. Pode ser que aquilo que trava seu crescimento profissional é não saber falar inglês, e é isso que você precisa estudar”, diz.

Contudo, o grupo dos eternos estudantes –jovens que mergulham em diversas especializações, cursos de idiomas e graduações, e deixam para mais tarde, bem mais tarde– a entrada no mercado de trabalho, tem aumentado consideravelmente, segundo Daniela do Lago, professora em cursos de MBA da FGV. Por que? “Vejo aí uma superproteção de pais”, diz Daniela. “São pessoas que ralaram muito para alcançar o sucesso e agora pensam: ‘vou dar toda a base para meu filho, que vai entrar fera sem ter que passar pelas mesmas dificuldades’. Mas muitos pais têm passado do ponto”.

Em alguns casos, o estudante realmente está despreparado. “Muitos jovens estendem a adolescência. Formam-se sem ter se dedicado na graduação e, depois, não conseguem entrar no mercado de trabalho. Esperam então tirar o atraso com um MBA”, afirma José Augusto Minarelli, presidente da consultoria Lens & Minarelli, especializada em aconselhamento de carreira e “outplacement” (demissão humanizada). Mas os melhores estudantes também enfrentam essa insegurança. Isso porque se espelham em modelos irreais.

Então, como fazer essa escolha no meio da incerteza? A orientação de Daniela do Lago é simples: olhe para frente. Primeiro, elimine tudo aquilo para que você não tiver aptidão. Feito isso, escolha um caminho – e escolha de verdade. Persista, independentemente das dificuldades da sua carreira e das tentações das que você poderia ter escolhido. Afinal, coisas interessantes existem em qualquer área. Mas serem interessantes não significa que sejam importantes. Concentre-se somente no que de fato importa.

Além disso, abandone os mitos corporativos infantis: não temos de trabalhar com pessoas que gostamo! Esqueça aquela história de que você só será feliz quando trabalhar com pessoas amigas. Segundo Daniela do Lago, professora de cursos de MBA da FGV, é preciso haver diversidade de ideias e pontos de vista para que uma empresa dê certo. “Você escolhe seus amigos com base na forma como eles enxergam o mundo. Se você não gosta de alguns de seus colegas de trabalho, comemore. É sinal de que ela está contratando certo”, explica Daniela.

Mudar de emprego com pouco tempo de empresa nem sempre queima o filme. De acordo com Ana Cristina Limongi-França, USP, desde que tenha havido um bom motivo para você mudar de emprego e que você saiba explicá-lo na próxima entrevista, não há problemas. O importante é não fazer dessa troca algo constante, ou os recrutadores pensarão que você é do tipo que desiste na primeira frustração. “Não se preocupe com o tempo, e, sim, com a sua experiência. O ideal seria ficar pelo menos um ano. Mas se você recebeu outra proposta mais bacana, vá em frente”, afirma Daniela do Lago, professora da FGV.

Fonte: Uol

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