Prof Ida Fernandes

 

Especialista da IBE Conveniada FGV fala sobre novos rumos na carreira e dá dicas especiais para a elaboração do currículo

 

Como cenário atual do país, os postos e ofertas de empregos estão em constante diminuição. Com o mercado mais exigente, o setor de recursos humanos das empresas tem avaliado ainda mais os perfis dos candidatos. São várias as formas de entrar em contato com o recrutador, porém a mais comum e tradicional é a entrega do currículo. Apresentar o documento de forma adequada faz toda a diferença e pode abrir novos caminhos na carreira.

 

Comumente os currículos são encaminhados por e-mail, porém o envio por sites e redes sociais tem crescido com muita velocidade. Seja através do papel, preenchimento de dados nos sites ou mesmo pelas redes, alguns detalhes importantes devem ser observados. “Ter um currículo completo, elaborado, organizado, bem formatado e que mostre um profissional competente, adequado à função e disposto a engajar-se na busca por resultados, faz toda a diferença”, diz a professora da IBE Conveniada FGV, coach em desenvolvimento para alta performance e redirecionamento de carreira, Ida Fernandes.

 

Segundo a especialista, o candidato precisa preparar o currículo antecipadamente e com muita atenção. “Para aumentar o interesse do recrutador, o candidato deve deixar bem claro qual exatamente é o seu objetivo profissional, qual a área de interesse e em qual função está buscando carreira”.

 

A professora ressalta que empresas procuram um novo perfil de colaborador. O modelo de mercado e gestão atual, requer profissionais dinâmicos, empreendedores, organizados, com foco nos resultados e espírito de liderança, por isso, os candidatos devem ficar atentos ao resumo de informações colocadas no documento. “Não perca oportunidades! Encaminhe seu currículo imediatamente ao identificar uma oportunidade de emprego compatível com sua qualificação”, diz.

 

Ainda segundo Ida, o cenário de negócios faz com que o candidato tenha que inserir informações essenciais como, por exemplo, a indicação de resultados conquistados até os dias atuais. “Você diminuiu custos, aumentou vendas, melhorou rentabilidade, melhorou a satisfação do cliente ou o clima interno? Quanto? Qual a porcentagem? Se você não tem resultado para apresentar, sugiro que comece já a mensurar sua contribuição”, destaca a especialista.

 

Confira outras dicas elaboradas pela especialista.

 

– Deixe claro para qual vaga o recrutador deve considerar a candidatura.  Troque o prolixo “buscando uma área que me dê oportunidade” por uma abordagem mais direta, informando qual é a área ou o cargo desejado como Assistente de Marketing, Administração de Vendas, Vendedor Externo, Engenheiro de Produção, Programador de Sistemas, por exemplo.

 

– Seja assertivo. Ao colocar como objetivo “estou disponível para qualquer área ou qualquer função”, o candidato corre o risco de não ser considerado em oportunidade nenhuma.

 

– Seja objetivo sobre sua competência geral para a função desejada. É importante incluir conhecimento, formação acadêmica ou habilidades para executar as atividades pertinentes ao cargo, além das características e atitudes que agregam valor para a empresa e significam um diferencial no recrutamento.

 

– A formação profissional e experiência são essenciais para compreensão do recrutador e aderência à vaga. Coloque da mais recente para a mais antiga, isso ajuda na visualização. Nas experiências coloque as empresas, cargos que ocupou, data de entrada e saída. “Isso facilitará o cálculo de tempo e causará uma boa impressão, de organização, de transparência e seriedade”, pondera a especialista.

 

– Seja preciso nas informações sobre as graduações e especializações, incluindo as instituições e datas de conclusão.

 

– Evite informações desnecessárias. “Ao buscar uma posição como Analista Financeiro em uma Construtora, por exemplo, incluir um curso de alimentação natural ou artesanato não vai ajudar muito”, analisa.

 

– Participações em causas sociais, voluntariado e ações que possam contribuir de alguma forma, devem ser colocadas no final do currículo, não na primeira abordagem, como habilidade principal.

 

– Nos dados pessoais, seja breve, coloque apenas nome e endereço completos e acrescente várias formas de contato. “Isso certamente facilitará no caso do recrutador encontrar dificuldade em localizá-lo e, obviamente, verifique constantemente seu e-mail, mensagem nas redes sociais e celulares”, afirma Ida.

 

Para os candidatos que nunca trabalharam, a especialista também reservou dicas. “Encontre algo que possa fazer, mesmo que seja como voluntário. Arregace as mangas e transforme toda essa vontade de fazer, em resultado mensurável. Uma oportunidade pode estar aguardando seu retorno”, finaliza.

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